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A doutrina bíblica da salvação

Salvação
Hoje em dia, na maioria das Igrejas, principalmente naquelas que sempre se arrogaram a posição de grandes doutrinadoras, onde seus membros são convictos de professar a sã doutrina com exclusividade, tratando com desdém anti-bíblico as demais Igrejas cristãs, a compreensão acerca da salvação tem sido relegada cada vez mais a um plano distante do centro de suas doutrinas e de sua atenção. Nestas Igrejas, o foco há muito tem sido provar que sua denominação é que detém a razão, é a que realmente está certa. Desta forma, a pregação da salvação em si, e a divulgação e pregação do Evangelho têm sido cada vez mais esquecidas. A grande maioria dos membros destas Igrejas tem demonstrado que lhes importa mais ter a razão do que estar em concordância com os preceitos bíblicos, visto que estes têm sido substituídos por doutrinas de homens e tradições teológicas cada vez mais intrincadas, que gradualmente os vem afastando da simplicidade do Evangelho do Senhor Jesus.
A salvação é a milagrosa e completa transformação espiritual que se manifesta na vida de todo aquele que, pela fé, recebe ao Senhor Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador:
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8-9);
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2Co 5.17);
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome;” (Jo 1.12);
“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (Jo 3.5);
Muito mais do que o livramento da condenação eterna do inferno, a salvação envolve mudança completa de vida e de caráter, através de Jesus Cristo nesta e na outra vida:
“Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.” (Hb 7.25-27);”
“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2Co 3.18).
De fato, todo espaço seria insuficiente na definição da grandeza da obra salvífica do Senhor em nosso favor. Longe de constituir um tratado acerca da salvação, esta pequena introdução cumpre seu propósito ao nos levar até o cerne de nossa discussão aqui, que é a necessidade do conhecimento bíblico acerca da salvação, que cada um de nós deve buscar.
É imperioso e constitui mesmo a base, o alicerce da vida cristã, o conhecimento da salvação. A compreensão das Sagradas Escrituras é o que pode livrar-nos de todo engano, de todo falso ensino. O Apóstolo Paulo, ao tratar com os crentes da Igreja de Corinto, repreende àqueles que se pensavam mais espirituais que todos os outros cristãos, e lhes mostra o quanto, na verdade, eles eram carnais e desprovidos de entendimento acerca do Evangelho:
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais.” (1Co 3.1-2).
Ao repreender nossos irmãos gregos, Paulo se referia justamente a contendas frívolas, a discussões sem sentido acerca de doutrinas de homens. Como se pode ver nos versículos seguintes, ao repreender as contendas e os ciúmes não eram frutos da vida no Espírito, nem do conhecimento do Evangelho. Ao contrário, a falta de compreensão dos desígnios do Senhor e da obra perfeita de Jesus que lhes era concedida por graça absoluta e imerecida é que os levava a viver em contendas absurdas:
“Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” (1Co 3.3-4).
Lamentavelmente, quase dois mil anos se passaram, e algumas Igrejas se encontram ainda no pé em que estava esta Igreja de Corinto. O endereço é outro, e outros também são os nomes pelos quais os cristãos que se julgam detentores exclusivos da verdade se digladiam, mas as contendas continuam tão infantis quanto eram naquela época:
“Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1Co 3.5-7).
Com toda a certeza, caso o Apóstolo Paulo estivesse hoje a escrever para muitas das Igrejas, estaria ele perguntando: Quem é Calvino? E quem é Armínio?
Ora, que estultice é esta, que fermenta entre o povo de Deus a ponto de fazer com que todos se esqueçam da pureza do Evangelho para se perderem no debate de vãs doutrinas de homens? Quem acompanha um pouco mais a exortação do Apóstolo aos Coríntios lê claramente e sem nenhuma máscara:
“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11).
Nem Pedro, Nem Paulo, Nem Apolo, Nem Calvino, Nem Stott! Cristo é o nosso fundamento! A Palavra revelada de nosso Senhor é tão clara e contundente neste sentido, que sequer preciso argumentar muito mais! O Apóstolo Paulo já o fez com maestria sob a inspiração do Espírito Santo em sua carta aos crentes de Coríntio! Deixarei que o Espírito Santo de Deus, através de seu Apóstolo fale por mim:
“Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos. Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus. (1Co 3.18-23).
Firmado na mesma fé em Cristo Jesus que sustentou o Apóstolo Paulo em sua carreira, afirmo aos irmãos: aqui, jamais alguém me verá me debater em nome deste ou daquele. O nome de Jesus, único nome pelo qual importa que sejamos salvos, é o único nome pelo qual clamo. E são dEle os ensinamentos que guardarei.
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Aleluia meu irmão! Que bom que você buscou o centro da questão, pois particularmente não entendo a guerra entre cristãos, tentando definir qual doutrinador é mais verdadeiro. O que devemos combater é o falso evangelho, a exacerbação e o abuso da fé que se comete com simbologias e adoção de amuletos. No mais, devemos nos unir e nos respeitar e sermos cuidadosos com as coisas do espírito.
Georges,
Excelente texto! Você conseguiu transmitir o recado de Cristo, o ponto central do Evangelho ( a salvação), fugindo das discussões teológicas de cunho filosófico, que muitas vezes geram incertezas e facções.
Grande abraço, em Cristo,
Ricardo
Não obstante concordar com você no que tange a salvação, e indo além disso, gostaria de explicitar a “desnecessidade” (como se o termo existisse), de se pregar a “doutrina” da pre-destinação ou outra qualquer que se contraponha ou a complemente, julgo de prima necessidade pregar a Cristo, e esse ressurreto. O demais, como Paulo bem frisa, o Espírito o faz. Ele apenas planta, Apolo rega, mas a obra é do Espírito Santo de Deus.
Ademais, gostaria de discordar do irmão em apenas um ponto… Nossas “visitas” ao templo, não são para ouvir o evangelho (não apenas isso), mas sim para adorar a Deus… E adorar a Deus, como diz a cantora “é mais do que palavras”. É uma atitude do coração. Não estou querendo dizer que o irmão não o faz, não é esse o foco do comentário, apenas quis complementar o texto do amado, que foi deveras elucidativo, com algo que julgo importante, mesmo porque tenho sentido falta da adoração a Deus nos cultos… Parece que o culto tem se tornado um evento para agradar e atender às necessidades do homem, e menos para agradar e adorar a Deus a cada dia…
Deus te abençoe, para que continue a fazer a obra do Senhor com zelo dia-a-dia…
No mais, sejamos sempre o que o Senhor nos ensinou, irmãos que amam e ajudam irmãos.
No fraterno amor de Cristo,
Adalberto
Que beleza o comentário da Cynthia, digno de uma verdadeira cristã! Ora, se somos cristãos cuidadosos da sã doutrina, zelosos da Palavra, nada há que nos separe, mas muito mais a nos unir. Concordo ‘in totum’ (rsss).
Abraços meus irmãos.
Em Cristo,
Ricardo