Sobre Marcelo Sani

Marcelo Adriano Sani é pastor do Ministério Semear e desenvolve trabalhos de restauração de vidas em Joinville/SC.

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A galinha dos ovos de ouro

15,mar,2011 por Marcelo Sani

Esse crente é e$pecial!

“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. ?Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Ml 3.8-9)

Nesses dias, num belo passeio por esse mundo maravilhoso da internet, e também pelo entretenimento televisivo, pude constatar e contemplar muita coisa boa referente ao evangelho, mas também,encontramos muitas coisas ruins, engraçadas e terríveis acerca do mesmo assunto.

Certo sábado pela manhã, estava eu assistindo aos programas “evangélicos” em certa emissora de TV, e confesso que ainda não vi de tudo. Talvez nunca chegue a ver, eu acredito, mas tenho aprendido muita coisa sobre como atrair o povo pela mesquinharia, cobiça, pela promessa de uma rendição que jamais vai poder preencher a lacuna pela falta de Jesus.

Um espaço sendo preenchido apenas por ilusão, pois a ilusão tende a ser transformada em desilusão. Obviamente, tudo que almejamos nessa terra sem plantar no Reino é passageiro. Paulo dizia o seguinte:

“não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (2Co 4.18).

Interessante o comentário. Meu aprendizado tem se estendido. Aprendi, por exemplo, que alguns evangelistas discordam da palavra em que Deus mostra claramente que Ele não faz acepção de pessoas,  distinguindo pessoas “especiais” das “não especiais”. Essa foi uma das melhores que vi: esse termo “especial” usado para uma oferta em um programa do Rio de Janeiro, atingiria um valor de R$1.000,00 acima, e se você ofertasse de R$100,00 até R$999,00, você não seria especial. Fiquei me perguntando: o que seria isso, meu Deus? Teria o Senhor mudado Seu comprometimento com a humanidade? Ou se esquecido da Sua aliança? Mesmo que saibamos que a Sua Palavra diz que Ele é o mesmo, ontem, hoje e será o mesmo amanhã?

Sinceramente, tenho “aprendido” muito nessa nova era cristã, a era do deus desse presente século, Mamón, sim, Mamón, o deus do dinheiro, das riquezas! Claro, devemos conhecer nossos inimigos, saber de suas estratégias, características, planos milimetricamente esboçados conforme a necessidade humana. A Palavra de Deus diz que o deus desse século tem cegado os homens. Hoje somos convidados a buscar cada vez mais as riquezas, porque é isso que se tem nos apresentado. Há uma forma “sobrenatural” de conquistar prosperidade e tudo mais, não sendo mais simplesmente pelo labor, pelo esforço, pelo suor de nossos rostos, e sim por uma estratégia muito bem elaborada pelo nosso inimigo que vem agindo através de muitos pregadores.

Mas espera aí! Não é sabido que não devemos nós, nos levantar contra um “ungido do Senhor”? Quero esclarecer algo descrito em apocalipse, no capítulo 11, verso 18. Este texto diz que Deus dará o galardão aos seus profetas, seus servos. Concluímos, então, que nos dias de hoje há homens e mulheres que não se contaminarão com esse evangelho medíocre e erroneamente encorajado e se levantarão contra esses fanfarrões, porque maior punição encontrará aquele que se dispuser a ensinar. Os mestres que conhecem mas pervertem a santidade dos ensinamentos celestiais.(Tg 3.1).

Aprendemos que devemos ter paz com todos (Rm 12.18), claro, mas olhando no âmbito geral de comunhão, a feliz forma de nós estarmos envolvidos com os irmãos é no partir do pão, nas súplicas, nas orações (At 2.42), isso é essência, da qual a única substância verdadeiramente esquecida, paz com todos não quer dizer: “se envolva nas coisas erradas, aceite as impurezas, peque, pois ele peca! Ou: aceite o pecado!” Não! Quer dizer: VIVA EM CRISTO, “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Fp 1.21).

Jeú quando se levanta contra a casa de Acabe marcha em direção a ela para destronar seu império de prostituição, chegando diante de alguns cavaleiros, perguntaram a Jeú se era de paz a sua vinda, imediatamente Jeú responde que não há nada de paz, ou seja, nada de aliança com as coisas que ferem os princípios de Deus (2Rs 9.22)!

Por isso nos levantamos contra essa “bandalheira gospel” instituída no meio da igreja! Voltando a falar sobre a TV, em outro programa, o senhor pastor, doutor, sei lá o que ele é, o pastor Silas Malafaia, foi confrontado por um professor de uma universidade do Paraná, dizendo em um jornal impresso, que o novo testamento não apresenta o dízimo como obrigação da nova aliança. É aqui que quero chegar! Se analisarmos bem o contexto geral no Novo Testamento veremos realmente que a Bíblia nada diz a cerca de dízimos na nova aliança.  O referido pastor combateu o tal professor com o texto que está em Mateus 23.23.

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”

Note que Jesus está falando aos mestres da antiga aliança, o texto de Malaquias está se referindo aos sacerdotes. Foi esse texto de Mateus 23.23 que o entendido pastor usou para combater o tal professor, usando da sua psicologia, para de início, desmoralizar o professor. Muito me admira que um homem tão culto não entenda que o assunto “dízimo” está sendo colocado aos fariseus e escribas para ensinamento acerca do amor, mas lembrando que ele não pode esquecer de uma coisa nem outra, ou seja, deve dizimar, porque é a lei, sem deixar de praticar o amor, que fique bem claro, a lei é a antiga aliança entre Deus e o povo hebreu, nós somos fruto da nova aliança, reatados através do sangue de Jesus pelo qual somos chamados filhos de Deus. Aleluia!

Tem mais uma coisa da qual me recordei em outro programa do citado pastor, em que ele fez o seguinte comentário: “O pastor que não prega prosperidade e um idiota!” Ironizando então: infeliz homem que sou por apenas pregar o evangelho do Reino de Deus, a renúncia, a cruz, pois então, sou um grande idiota e com muito orgulho! Queridos irmãos, não estou desencorajando a prática dos dízimos, pastores que estão lendo esse artigo, a intenção não é tirar o dinheiro da sua congregação, ou o seu salário, não é isso, pois como pastor também tenho dizimistas em nossa congregação da qual eu também sou. Apenas ensino essa prática como princípio de abençoar a obra de Deus. Afinal, mantemos um lugar para congregar pelos dízimos e ofertas do povo, onde alguns também tem precisado de alguma ajuda para  um determinado momento de dificuldade.

Se analisarmos bem a história, veremos Abraão trazendo o dízimo de tudo que tinha a Melquisedeque, ou seja, uma questão de princípios antes mesmo da lei, pois Abraão estava, naquele momento, abençoando um sacerdote do Deus vivo, e encorajo você que não é dizimista, a abençoar a obra, a abençoar ao seu pastor como aquele que há de dar conta da vossa alma  (Hb 13.17).

É isso que quero compartilhar, que você seja dizimista, ofertante, pois isso quebra princípios de avareza, mesquinharia, e mais: porque Deus ama ao que dá com alegria. (2Co 9.7). O dízimo hoje tem causado grandes polêmicas sobre a igreja, e o maior problema é a falta de conhecimento, o Senhor Deus exclama através de Oséias que é por causa da falta de conhecimento que o povo tem perecido, e Jesus faz o mesmo comentário, sendo assim, enganados por todo tipo de doutrina, somos levados a práticas anti-cristãs, forjando um cristianismo inexistente para buscarmos cada vez mais as coisas e não o Reino! Ficam duas frases aos irmãos que estão lendo esse artigo:

 

“Numa época de um evangelho triunfalista, pregar arrependimento, a cruz, é dar um tiro no próprio pé, que doa nosso pé em todo o tempo!”

“Nesse tempo de conquistas e vitórias, pregar a cruz virou mera formalidade!”

Deus abençoe a todos!!!!

Rm 12.18

14 Comentários para " A galinha dos ovos de ouro "

  1. João Carlos Ferreira Batista disse:

    muito legal esse post.
    quero saber de uma coisa,se eu tenho o meu dizimo em mãos,vou abençoar a obra com ele,mais por um motivo de doença tenho que usar o dinheiro do dizimo para pagar,seria isso certo,eu usar o dinheiro que seria do dizimo para pagar,medicamentos,consultas,etc?

  2. Marcelo Sani disse:

    oi joão carlos, olha, essa questão de usar ou não o dízimo para outras finalidades, penso o seguinte, até espero os comentários do pastor Olivar e o do Georges a respeito, mas eu particularmente acredito que se nós não separarmos essa parte, que é a fundamental para abençoar a obra de Deus, independente do que o seu pastor faça com o dinheiro, penso também que em uma ocasião de extrema necessidade poderíamos sim usá-lo, mas a preocupação é que isso se torne um hábito, por qulaquer motivo e até o mais banal, já que estamos caminhando para aquilo que a palavra de Deus nos ensina, que nos últimos tempos o amor de muitos se esfriariam, e isso engloba, principalmente a questão financeira, aliás, é o nosso primeiro esfriamento. Então joão, fica um conselho ao amigo, ore ao Senhor Deus e veja se você consegue sentir paz em relação a esse assunto, talvez se mesmo nessa sua necessidade você acredite que vale a pena investir no Reino e dar o seu dízimo, quem sabe, o Senhor venha com graça, afinal, é isso que mais acredito, na graça divina e na manifestação dos sinais!

    em Cristo!

    • João Carlos Ferreira Batista disse:

      obrigado pela resposta,na verdade isso não está acontecendo comigo,só perguntei porque eu tinha essa dúvida.Deus ti abençoe!

      paz do Senhor!

  3. Sostenes disse:

    A Paz do Senhor Jesus querido,vc poderia me explicar Hebreus(NT) cap.07 vers.08 pois eh o texto mais claro em relação ao dizimo.
    Em Cristo

  4. Olivar Alves disse:

    Caro Sóstenes, ainda que a pergunta não tenha sido dirigida a mim, darei uma de bicão.
    O texto de Hb.7.8 deve ser entendido dentro do seu contexto. Ali é a história de Abraão e o momento em que ele expontaneamente consagra seus dízimos ao Senhor Deus através de Melquisedeque. O que prova que o Dízimo precede à Lei de Moisés e como erroneamente muitos dizem que “dízimo é da Lei e como a Lei já foi cumprida, não temos mais necessidade de dizimar”. Isso é um anacronismo.
    Quando Hb 7.8 fala “aqui são homens mortais os que recebem dízimos” é uma referência a Melquisedeque que recebeu os dízimos de Abraão, e por extensão à sua igreja que recebe os seus dízimos, à minha que recebe os meus, etc. O raciocínio é simples e lógico: o seu dinheiro devolvido em forma de dízimo não se torna algo “espiritual” e sobe pro céu sendo guardado nos cofres celestiais, mas, é empregado na expansão do Reino de Deus aqui na terra (pelo menos o da minha igreja é). Em suma, entregamos sim aos homens de Deus que deverão administrá-lo para a glória de Deus, portanto, tudo é para Deus.
    Agora, geralmente quem tem dificuldade com o dízimo é porque é murrinha mesmo, rrrsss.
    Olivar

  5. Pr. Marcelo Sani disse:

    é isso reverendo, eu mesmo não podia ter explicado melhor!!!! hehe

    • Sostenes disse:

      Não sei se fui claro ,mas o que eu quis dizer eh que o escritor da carta começa este vers. no presente e não no passado dando a entender que naquele momento + ou – 60d.C. quando se devolvia o dizimo o proprio Senhor Jesus o recebia no trono, jah que eh dele que se testifica que vive,posto isto jah estava na nova alinça.Cada um tem sua obrigação uns devolvem outros administram, contudo todos prestarão contas dos seus atos.
      Hebreus 11-01 Ora, a feh………eh a convicção de fatos que não se veem.

      Em Cristo

      • Olivar Alves Pereira disse:

        Caro Sóstenes,
        Neste textos temos um “hebraicismo” ou “hebraismo”, o que consiste num estilo literário hebraico no qual o escritor sagrado fala de um fato ocorrido no passado como se estivesse no presente para enfatizar o valor do mesmo, e por isso, a continuidade de tal ato. Sendo o próprio Senhor Jesus quem testifica e um pouco mais a frente nos v.15 e 17 lemos que Jesus é Sumo Sacerdote “segundo a ordem de Melquisedeque” o que quer dizer, Sua eternidade e divindade. Melquisedeque é uma figura ímpar. Aparece meio que do nada (embora era um homem) e desaparece na história depois de seu rápido aparecimento.
        Com base neste texto podemos afirmar que o dízimo é uma instituição divina, que precede a Lei e avança pela Graça e por isso deve ser praticado.
        Mas, nunca nos esqueçamos que contribuir com a obra do Senhor é um privilégio para nós. Podermos ajudar no avanço dessa bendita obra é uma bênção da qual quem não participa, além de desobediente é um tapado espiritualmente.
        Não concordo com alguns pastores que dizem que nós pastores não precisamos ser dizimistas porque no AT os levitas não dizimavam. Só que eles não dizimavam por que não produziam – trabalhavam exclusivamente para o louvor e a adoração a Deus conduzindo o povo neste ministério.
        Hoje os pastores tem propriedades (eu mesmo estou pagamendo meu apartamento) Minha igreja me faz um salário suficiente para levar uma vida modesta e suprindo minhas necessidades e de minha família, e eu devolvo com muita alegria o dízimo da minha renda bruta. Digo isso não para me gabar, mas, para mostrar-lhes que em momento algum quero ficar de fora dessa bênção de ser privilegiado em contribuir com a Obra do Senhor.
        Agora, reafirmo: dízimo não é um ato voluntário, é dever do crente e crente que não o devolve (não se dá o que não é nosso, mas, devolvemos) é ladrão! Já as ofertas são voluntárias tanto no valor quanto na periodicidade da mesma. Nessas questões costumo dizer que um crente generoso é conhecido não por sua fidelidade na entrega dos dízimos (até mesmo porque issó é dever e por isso questão de fidelidade), mas, nas ofertas, das quais ele tira não do que sobra, mas, do seu próprio sustento para ajudar outras vidas.
        Fechando por enquanto minha participação no assunto, algo que me inquieta muito e eu passo isso pra minha igreja é: segundo Ml 3.10 os dízimos são para sustento dos necessitados. Hoje, quantos por cento dos dízimos reclolhidos nas igrejas são para socorro dos necessitados?
        Infelizmente, é para engordar muitos lobos vestidos de cordeiros (refiro-me aos im-pastores, após-tolos, etc).

        Olivar

        • Reverendo, criei um tópico no fórum, neste link, para continuarmos discutindo o assunto. Gostaria muitíssimo que você me mostrasse, lá no fórum, a base bíblica para essa sua afirmação de que “crente que não devolve o dízimo é ladrão!”. Já ouvi muitas vezes essa afirmação na igreja. Sempre que o ministério precisava de dinheiro para pagar a compra de um terreno novo, ou trocar o ar condicionado, ou quando o pastor trocava o carro por outro muito mais caro. Evidentemente não o estou comparando com quem age assim, só estou dizendo que discurso é o mesmo.
          Também é preciso deixar claro que não estou fazendo aqui uma campanha contra o dízimo. Sempre paguei o meu, e muito raramente o limitei a apenas 10% do que ganho, mas assim como o Pr. Marcelo Sani, eu não encontro base bíblica para essa sua afirmação.

          • Olivar Alves disse:

            Georges, responderei aqui mesmo, mas vou depois para o link sim, ok?
            Quem rouba é o quê? Ladrão,afanador, larápio, etc.
            Em Malaquias, o povo é acusado não só de roubar os dízimos do Senhor, mas de cometer outros pecados como: desprezo pelo Nome do Senhor (1.6); profanação das coisas sagradas (1.7); enfadavam a Deus (2.17); falta de conversão (3.7); roubavam a Deus (3.8); falso testemunho(3.13).
            voltando à questão dos dízimos, eles estavam roubando do Senhor. Não há como negar isso.
            Aliás, é como certavez ouvi: “O problema não está só nos 10% de Deus que não deixamos no gazofilácio; mas, sim nos 90% de Deus que ficam em nosso bolso”.
            Dizimar é um dever nosso para com Deus,daí “não pagamos”, devolvemos! Mas, enfatizo os 90% de Deus que ficam conosco. Somos responsáveis por eles e devemos sr bons mordomos de Deus, porque tudoé Dele. Crente que vive pendurado em dívidas porque é “zoiudo” ainda qu seja dizimista fiel,está em pecado diante de Deus, e pode ainda estar fazendo chatagem com Deus do tipo: “Senhor, estou dizimando direitinho, então, faça minhas rendas aumentarem, porque tenho muitas contas a pagar”. Falo isso porque é o que mais vejo por aí.
            Sobre essas campanhas mirabolantes para aumentar a arrecadação da Igreja, é uma vergonha! E Deus cobrará isso desses pilantras.
            Mas, tal problema se resolve facilmente: basta os crentes assumirem sua responsabilidade como corpo de Cristo e não deixarem os pastores se portarem como lobos devoradores. Ah que falta fazem os crentes bereanos…
            Em minha igreja, eu e o Conselho, juntamente com a tesouraria fazemos um balancete anual de todos os gastos e entradas (prestamos contas mensalmente à Igreja) e ainda elaboramos uma previsão orçamentária para o ano em curso. Trabalhamos em cima do orçamento. Nunca tive de fazer (e não vou fazer jamais!) esse tipo de campanha, porque isso é roubo chancelado pela boa fé do povo.
            Ensino à minha igreja que dízimo é assunto tão bíblico quanto Salvação, e cumpri-lo é questão de obediência e não de fé. DIZIMO NUNCA FOI QUESTÃO DE FÉ. Quando Deus diz que é para provamos a Ele, não está mandando testá-lo, mas,sim dizendo que se não temos fé de que nada nos faltará, só existe um meio de termos essa certeza: obedecendo.
            Agora, Georges, não é porque falta transparência, honestidade e coerência por pate dos pastores, que devemos deixar de dizer que quem não dizima, ou não dizima fielmente é ladrão.
            Eu não deixo de pregar uma verdade bíblica porque as pessoas não a estão obedecendo. Pelo contrário, é aí que eu prego mesmo.
            Mas, não se esqueça: você não paga seu dízimo (acaso você compra a bênção de Deus para pagar por ela?). Você e eu DEVOLVEMOS o que é de Deus.
            Um abraço
            Olivar

  6. José Herminio disse:

    “Se analisarmos bem a história, veremos Abraão trazendo o dízimo de tudo que tinha a Melquisedeque, ou seja, uma questão de princípios antes mesmo da lei, pois Abraão estava, naquele momento, abençoando um sacerdote do Deus vivo, e encorajo você que não é dizimista, a abençoar a obra, a abençoar ao seu pastor como aquele que há de dar conta da vossa alma (Hb 13.17).”

    Muito bom comentário na qual concordo, que realmente devemos contribuir com ofertas para obra de Deus, por amor e fé, livre e espontânea vontade, mas vale lembrar que, Abraão trouxe à décima parte do despojo de guerra para o sacerdote Melquisedeque em agradecimento e não a décima parte dos seus bens.

  7. Olivar Alves disse:

    José,
    Se foi de tudo o que tinha ou só do despojo, não importa, o que importa é que ele cumpriu um propósito que fez com Deus.
    É claro que não dizimamos todos os meses em cima de todos os nossos bens. Por exemplo: tenho meu apartamento e não dizimo mensalmente sobre o valor dele, até mesmo porque nem teria condição de fazer isso. Dizimo em cima do que eu ganho (salário), e isso eu faço sobre o bruto e não do líquido (é minha norma, e não algo que todos devem fazer a menos que queiram- é um propósito meu com Deus). Dizimamos da renda “renovável” isto é, aquela que acontece periodicamente. Por exemplo: o Georges como advogado só vê a cor da grana depois que ganha uma ação e o cliente resolve pagá-lo (até mesmo porque muitos dão calote nos advogados). Suponhamos que ele veja a corda grana a cada três meses. Ele não tem como dizimar mensalmente, e fará isso somente a cada três meses. Nesse interregno ele pode ofertar voluntariamente,o valor que ele puder ofertar, mas, isso não deve ser uma imposição da liderança.
    Nos dízimos vemos a fidelidade do crente;
    Nas ofertas, vemos a generosidade do crente.

    Olivar

  8. flavio gomes disse:

    Muito bom o seu comentário pois estamos vivendo a última hora e temos que nos levantar contra tudo que vai contra a Palavra de Deus; pois este outro evangelho que estão pregando está levando muitas pessoas desavisadas para longe de do Deus verdadeiro. Estamos passando por este processo por aqui pois moro em são vicente e aqui o evangelho é outro, mas estamos combatendo o bom combate da fé e temos obtido vitórias. Fique na Paz do Senhor Jesus.

  9. A paz do Senhor Marcelo Sani.

    O apóstolo Paulo em todo seu ministério cristão, sempre defendeu a justificação pela fé e não pelas obras da lei, assim como Lutero ambos criam que o sacrifício de Jesus na cruz foi suficiente para nos justificar e nos purificar de todo pecado. Ainda assim, hoje é pregado em quase todas as igrejas que precisamos nos justificar diante de Deus ao invés de sermos justificados pela fé em Jesus Cristo.

    10-Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. 11-E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. 12-Ora, a lei não é da fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas viverá. 13-Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; 14-para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito (Gl 3:10-14).
    21-Não anulo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu em vão
    (Gl 2:21).
    1-Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão.
    2-Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. 3-E, de novo, protesto a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. 4-Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. 5-Porque nós, pelo espírito da fé, aguardamos a esperança da justiça. 6-Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas, sim, a fé que opera por caridade. 7-Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? 8-Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. 9-Um pouco de fermento leveda toda a massa. 10-Confio de vós, no Senhor, que nenhuma outra coisa sentireis; mas aquele que vos inquieta, seja ele quem for, sofrerá a condenação (Gl 5:2-10).

    Aqueles que ensinam que os cristãos precisam guardar alguma parte da lei de Moisés alem daquelas estabelecidas pelo Espírito Santo e os apóstolos na assembléia em Jerusalém (At 15:1-29), “incitam à rebeldia” contra o evangelho de Deus e sofrerão a condenação (5:10-12).

    Houve uma assembléia entre os apóstolos em Jerusalém por volta do ano 50 d.C, para decidirem o que nós os gentios deveríamos observar sobre a lei de Moisés, vamos examinar.

    Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés (5).

    A assembléia dos apóstolos em Jerusalém decidiu a respeito de toda lei de Moisés e não somente sobre a circuncisão, pois os fariseus crentes diziam que “era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés”.

    22-Então, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger varões dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, varões distintos entre os irmãos. 23-E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos, e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, Síria e Cilícia, saúde. 24-Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma (não lhes tendo nós dado mandamento), 25-pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns varões e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, 26-homens que já expuseram a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27-Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais de boca vos anunciarão também o mesmo. 28-Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: 29-Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá (At 15:22-29).

    Não a menção de sabado nem dizimo ou outra lei mosaica, leia atentamente.

    Muitos pastores estão vivendo em um luxo exagerado, cercado de todos os tipos de regalias e enchendo suas contas bancárias, enquanto pessoas modestas e humildes são obrigadas a dizimar. Sob ameaça de não participar da ceia do Senhor, e de não poder ser obreiro ou até de seu nome ser exposto em um mural dos não dizimistas do mês.
    E muitos que estão fora da igreja se escandalizam e dizem: “Vou virar pastor só pra andar de carrão”

    Como havia hipocrisia nos lideres religiosos da lei, hoje ainda mais, pois, exigem a entrega de dízimos, ofertas e sacrifícios nas congregações e dizem: “para que haja mantimento na casa do Senhor”. Mas nunca se vê esse alimento e o dinheiro que entra no cofre da igreja local nunca é usado para suprir a necessidade dos membros da igreja como está escrito em Atos 4:35 “E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha”.

    No livro de atos, vemos o modelo de igreja que precisamos ter em nossos dias. “Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At 4:34,35).
    Hoje, o que é praticado, é somente o “depositar aos pés dos pastores” por que o “repartir segundo a necessidade de cada um” nunca acontece.

    31-Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? 32-(Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; 33-Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
    34-Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (Mt 6:3134).


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