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A nossa luta contra o pecado

Postado por Georges Nogueira em Apologia, Batalha Espiritual |

Lutando contra o pecado.

Por Rev. Olivar Alves Pereira *


Sabe aquela explosão de ira que temos quando alguém faz algo que nos ofende ou nos faz sentirmos injustiçados? Pois é, o nome disso é falta de domínio próprio e isso é pecado. E aqueles pensamentos impuros de ordem sexual que acariciamos em nossa mente? O nome disso é impureza; isso também é pecado. E aquele ressentimento que deixamos criar raízes em nosso coração porque alguém não nos honrou como queríamos ser honrados e reconhecidos por algo que fizemos de bom (o que não era mais do que nossa obrigação como crentes!)? Isso se chama egoísmo, vaidade. Igualmente, é pecado. E aquele gesto de autoritarismo sobre aqueles a quem lideramos e somos responsáveis, ou aquele ato de rebeldia para com quem é autoridade sobre nós? Isso se chama abuso e insubordinação. Pois bem, isso também é pecado. Ou aquele negócio escuso que realizamos para obtermos alguma vantagem financeira sobre alguém ou sobre o Governo? Isso se chama roubo; também é pecado.

Se quiséssemos poderíamos fazer uma lista enorme de coisas que são pecados e que podem estar presentes em nossa vida.

Em Hb.12.4-13, o escritor sagrado fala sobre a nossa luta contra o pecado, e como Deus nos disciplina quando pecamos. O texto começa da seguinte forma: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue”. Tais palavras descrevem a nossa luta contra o pecado como algo intenso, difícil e que nos traz sofrimento, inclusive fisicamente, falando. O que o escritor sagrado quer nos mostrar aqui é que no que se refere à luta contra o pecado estamos diante de uma situação de vida ou morte. Não se trata apenas de um costume ou praxe da Igreja da qual você é membro – trata-se de identificação com o Senhor Jesus Cristo, com Aquele que derramou Seu precioso sangue para torná-lo livre desse tirano maldito chamado pecado.

Por isso mesmo quero meditar com você nessa ocasião sobre a nossa luta contra o pecado. E nessa terrível batalha, essa que é a verdadeira batalha espiritual que enfrentamos todos os dias (e não essas esquizofrenias que o mundo “evangélico-neopentecostal-carismático-brasileiro” produz), existem recursos que funcionam e coisas que nada adiantam e resolvem. Vejamos algumas:

1 – Justificação em vez de justificativas (Rm.3.21-26)

Se justificar depois de um erro ou pecado é a coisa mais comum do homem. Se ele é pego em adultério, logo se justifica pondo a culpa na sua esposa que não o satisfez sexualmente. Se é flagrado roubando em seus negócios, sai logo se justificando dizendo: “Se eu não ficar com isso, outro ficará. E isso é suor do meu rosto, então, é meu”. Se tem um descontrole emocional a culpa é de quem o provocou, e nunca dele que é um imaturo e descontrolado. Tudo isso nos mostra que sempre transferimos a nossa culpa para os outros, em vez de assumirmos a nossa própria culpa, mas, a solução que Deus dá para a nossa culpa é a Justificação.

E o que é a Justificação? Em Rm.3.21-26 lemos que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (v.23). Todos nós somos culpados pelos nossos pecados diante de Deus. Cada um de nós responde por sua própria culpa diante de Deus. No v.24 lemos: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”, ou seja, a Justificação é a ação de Deus transferindo para Jesus a culpa do nosso pecado, e transferindo para nós a justiça de Jesus. Quando Cristo morreu na cruz, Ele assumiu a nossa culpa. É disso que fala o v.25, pois, Jesus foi a nossa propiciação, ou seja, Ele nos substituiu na cruz, e os benefícios do Seu sacrifício nos são transmitidos “…mediante a fé”, ou seja, você tem de crer que o sacrifício de Jesus é suficiente para perdoar você dos seus pecados, cancelar a sua culpa, e torná-lo justo, isto é, aceitável diante de Deus.

Há pouco disse que transferir a nossa culpa para os outros não resolve a nossa culpa e nos torna ainda mais culpados. Só que é justamente a transferência de nossa culpa para Jesus e de Sua justiça para nós que resolve o nosso problema. Não há qualquer contradição nisso, mesmo porque foi Cristo quem deu o primeiro passo; foi Ele quem veio ao nosso encontro e tomou para Si nossa culpa e nos deu da Sua justiça. Por isso, mesmo, cabe a nós receber pela fé esse benefício. Não se justifique, não racionalize seu pecado. Antes, creia em Jesus e na justificação que Ele promove em sua vida.

2 – Mortificação em vez de repressão (Rm.8.12-17)

Muitos crentes têm sofrido derrotas em suas lutas contra o pecado, justamente, porque estão reprimindo seus impulsos pecaminosos. Mas, a repressão desses impulsos pecaminosos não é a solução que a Palavra de Deus dá para os nossos pecados. Pense num tumor. Ali está toda infecção e prurido pútrido causando dores. Enquanto você fica alisando o tumor retendo toda essa podridão dentro de sua pele com anestésicos você está reprimindo. Mas, se você se submeter à uma pequena cirurgia para rasgar sua pele e pôr para fora toda essa podridão, você matará o tumor.

O mesmo acontece com o pecado. Reprimi-lo em seu coração, é mantê-lo vivo e latente e a qualquer momento ele virá à tona. A solução Divina para o pecado é a mortificação do mesmo. E isso quer dizer, literalmente, matá-lo, arrancá-lo pela raiz. Mas, como podemos mortificar o pecado dentro de nós?

No texto de Rm.8.12-17, encontramos a resposta: viver pelo Espírito Santo, ou seja, sermos guiados por Ele, nos submetermos à Sua autoridade e vontade, e assim, não satisfaremos à nossa vontade de pecar e aos caprichos do nosso coração pecaminoso.

A melhor maneira de mortificar o pecado em nosso coração é não o alimentarmos. Em Mt.5.27-32, o Senhor Jesus, falando sobre o pecado do adultério, diz: “Se o teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (v.29). Ele não está ensinando aqui a automutilação, como fizeram muitos no passado castrando-se para evitar o pecado. O que o Senhor Jesus está dizendo aqui é: arranque de sua vida aquilo que lhe faz tropeçar.

Se você sofre com pensamentos impuros arranque de sua vida os filmes e sites pornográficos. Se você peca por ser ganancioso e quer ter cada vez mais, comece a se desprender de seus bens materiais supérfluos doando-os para os necessitados e resista a tentação de substituí-los por novos. Se você é explosivo e se ira com facilidade é porque você é um egoísta que acha que o mundo lhe deve favores, e quando alguém o contraria então você reage explodindo.

Enfim, se você peca numa determinada área, retire de sua vida as condições que favorecem tal pecado. É melhor ter prejuízos nessa vida do que na eternidade!

Não alimente situações em que determinados pecados poderão surgir. Essa é a solução que Deus dá para você vencer o pecado.

Por fim, na nossa luta contra o pecado o que resolve é

3 – Arrependimento em vez de remorso (2Co.7.10)

Em 2Co.7.10 lemos: “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte”.

Para muitos crentes é difícil fazer a diferença entre arrependimento e remorso pelo fato de que ambos acontecem depois de um pecado cometido. Ambos trazem tristeza ao nosso coração e, determinam um rumo diferente para nossas vidas depois do pecado cometido.

Creio que a melhor maneira de diferenciarmos o arrependimento do remorso é recorrendo a dois textos bíblicos. O primeiro mostrando o remorso e o segundo, mostrando o arrependimento.

Em Gn.4.8-16 está registrado o primeiro homicídio da humanidade. Caim, o filho mais velho de Adão e Eva, mata seu irmão mais novo, Abel, por ser tomado de inveja e ciúmes dele pelo fato de Deus ter aceito a oferta de Abel e não a de Caim. Quando Deus se aproxima dele perguntando por Abel, ele se esquiva. Mas, Deus lhe revela todo o seu pecado e ele fica desesperado e diz: “É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua presença hei de esconder-me; serei fugitivo e errante pela terra; quem comigo se encontrar me matará” (v.12,13).

Agora vamos para Lc.15.11-32, no qual encontramos a parábola do filho pródigo. Depois de perceber a miséria em que se encontrava e lembrar dos benefícios que tinha junto de seu pai, ele caindo em si, diz: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores”.

Quais diferenças podemos notar nesses dois casos?

Caim é um exemplo do remorso e o filho pródigo, de arrependimento. Caim quando foi confrontado no seu pecado, ao perceber as consequências que sofreria, pensou em si. Suas palavras revelam que ele estava preocupado só consigo mesmo e pouco lhe importava o dano que causara a seu irmão e a seus pais.

Já o filho pródigo quando caiu em si vendo a miséria em que se encontrava, percebeu que o seu pecado antes de tudo fora contra Deus: “pequei contra o céu”, o que lembra as palavras que Davi disse quando confessara o seu pecado (Sl.51.4). Ele também percebera que o seu pecado fora contra seu pai conforme suas palavras “…e diante de ti”, mostram. Também ele viu que não tinha mais qualquer direito diante de seu pai e estava disposto a assumir toda a responsabilidade. Mas, o que é mais importante a ser destacado aqui é que ele percebera que ele necessitava de seu pai, que precisava dele e que sua felicidade só era possível ao lado do seu pai.

Resumindo, o remorso nos leva a cada vez mais olharmos para nós mesmos e ficarmos envoltos no nosso próprio egoísmo, pensando somente em nós, ao passo que o arrependimento nos leva a ver o mal que causamos a nós, aos outros e a desonra do Nome de Deus, assim como nos leva a perceber o quanto dependemos de Deus e que fora Dele não temos vida.

Assim sendo, o arrependimento é o recurso que Deus usa para promover em nós vida. Pedro quando negou a Jesus, se arrependeu disso e foi restaurado por Deus; Judas Iscariotes depois de trair Jesus, foi tomado de remorso e isso resultou em seu suicídio. O arrependimento leva à vida, enquanto que o remorso leva à morte.

Conclusão

É no arrependimento sincero que o coração admite sua culpa e se vê como totalmente destituído de qualquer mérito pelo qual possa reivindicar alguma coisa. E é em ser justificado, tornado justo pelos méritos de Cristo que o coração encontra forças para mortificar o pecado, matá-lo por inanição.

Seja qual for o seu pecado, essas são as soluções que Deus dá para você. Tudo o que você fizer em vez de depender de Deus para isso, levará você para mais longe ainda de Deus, e, tornará você um derrotado na luta contra o pecado.

* Olivar Alves Pereira é Pastor da Igreja Presbiteriana do Jardim Sul, em São José dos Campos, SP, e por vezes nos abençoa e nos honra ao compartilhar suas pregações com este blog.

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13 Comentários para "A nossa luta contra o pecado"

  1. Wislley disse:

    Bom dia Georges;

    É ótimo começar uma sexta-feira lendo um estudo desses. É a Palavra se fazendo viva dentro nós.

    O estudo de hoje me chamou a atenção para o versículo 13 de Romanos 8:

    “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Rm 8:13)

    Ao analisar as “fases” da minha vida onde passei por situações de crises espirituais identifiquei facilmente que para chegar nessas situações, no início eu estava alimentando mais a carne do que o espírito, dando prioridade ao que não era prioritário. Daí a extrema importância de estar sempre trabalhando para o crescimento da obra e do Reino de Deus.

    Nosso irmão Mateus deixou escrito em vida outro o que acontece com quem prefere alimentar a carne do que o espírito.

    “E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” (Mt 3:10)

    Que Deus continue abençoando a vida dos irmãos.

    Abraços;
    Wislley

  2. Olivar Alves Pereira disse:

    Caro irmão, Wislley
    produzir frutos parece ser um assunto que a maioria dos crentes não compreendem bem. Quase todos pensam que é evangelizar e “ganhar almas pra Cristo” (como se fôssemos nós quem fizesse isso e não o próprio Senhor Jesus na cruz). É certo que evangelizar é uma forma de produzir frutos para o Reino. Porém, quando o Senhor Jesus falou que somente estando Nele é que produziremos frutos, e frutos permanentes, Ele estava falando do nosso caráter transformado por Ele, e que somente em permanecendo Nele (tema central na teologia de Paulo) é que veremos esses benditos frutos.a saber, um caráter transformado o que também quer dizer uma vida guiada pelo Espírito.
    Concordo plenamente com sua palavras. Precisamos atentar para a obra que Cristo tem feito em nós, mais do que a obra que Ele tem feito através de nós.

    Um abraço

    Olivar

  3. Caro Wislley:
    Você já percebeu, lendo os artigos do blog, o quanto são raros os comentários nos textos que falam sobre a Bíblia, ou nas pregações, exortações ao concerto com Deus e ao arrependimento?

    Fico feliz de finalmente ter comentaristas nos artigos que tratam do Evangelho, pura e simplesmente, porque geralmente as pessoas só se interessam em comentar polêmicas, ou as críticas que fazemos quando denunciamos algum erro.

    Obrigado pela preciosa contribuição.

  4. Olivar Alves Pereira disse:

    é por isso, amado Georges, que eu estou deixando de fazer comentários naqueles artigos. Quem está cego para o erro não o verá enquanto a Luz de Cristo não brilhar neles. Quem vê os pecados e os denuncia, acaba pecando (digo por mim) por que fica indignado com o endeusamento em torno daqueles que insistem em continuar no erro.
    Decidi produzir textos para edificar vidas aqui no seu blog. E enquanto você me der essa oportunidade quero usa-la para abençoar vidas e glorificar a Deus.
    Um forte abraço

    Olivar

  5. Wislley disse:

    Realmente Georges, como disse o Olivar, os que estão cego para o pecado só o verão quando permitirem ao Espírito Santo agir em suas vidas lhes convencendo do pecado, mas para isso, é fundamental o querer do homem.

    “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2)

    Mesmo sendo um pecador falho e cheio de erros, procuro sempre transformar a minha mente com a Verdade para não perder o alvo no meio desse mundo capitalista e cheio de armadilhas.

    “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fp 3:12-14)

  6. Olivar Alves Pereira disse:

    Caro, Wislley, permita-me ser um pouco mais calvinista.
    Eu particularmente, creio que em se tratando de um ímpio, é impossível esse tal ímpio “impedir ou deixar” a Luz do Espírito Santo abrir-lhe os olhos, simplesmente pelo fato dele estar morte em delitos e pecados (Ef.2.1), ou seja, falido espiritualmente, sem qualquer condição de sequer saber qual é a sua verdadeira condição. É por isso que eu tenho paciência com um ímpio.
    Em se tratando de um crente que não se quebanta diante de Deus, até posso admitir que esse tal crente possa “impedir” o agir de Deus em sua vida, o que lhe acarretará sérios problemas, pois, ele não é um morto espiritualmente. Ele já recebeu a Vida, embora esteja preferindo viver como morto.
    Sem querer suscitar polêmicas, mas, apenas expressando o que eu creio, não creio que haja um sinergismo (cooperação do pecador com Deus) para a salvação. Creio num monergismo (tudo que é necessário para que eu seja salvo é Deus quem faz). Somente, e tão somente, depois que o homem foi vivificado por Deus é que ele passa a ter condições de responder e de cooperar com aquilo que Deus faz em sua vida.

    No mais que você escreveu, concordo plenamente.
    Abraços

    Olivar

  7. Olivar:
    Apesar das simplificções e generalizações por parte de alguns, eu NÃO sou um arminiano (ainda).
    E discordo de muitas coisas no arminianismo.
    Assim como dscordo de muitas coisas do calvinismo.
    Em Cristo.

  8. Rick Moreno disse:

    E quando alguém comete injúria, dizendo que é em nome de Deus? Isso seria pecado também não é? Mas é estranho como as pessoas aquiescem dessa injúria.

    Estou falando especificamente de um jornalista, que nesses ultimos dias humilhou cruelmente as pessoas que não acreditam em Deus. Mesmo que estas pessoas sejam pecadores, é injusto dizer que eles são todos assassinos e pedófilos, o jornalista disse ainda que os ateus só podiam estar ligando de dentro da cadeia.

    Pois bem, incitou que um pecado seu te faz responsavel por todos os outros pecados que voce NÃO cometeu, eu acredito que a postura do sr. José Luis Datena foi de total injúria. Eu acho que o provérbio popular “Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão” não deve se aplicar aqui.

    O que você acha de um pecado cometido contra um pecador? É perdoável, ou é pecado do mesmo jeito?

  9. Bom dia, Rick!
    Antes de qualquer coisa, lembre-se de que você é sempre bem vindo aqui no blog.
    Nenhum pecado, ou nenhum crime cometido em nome de Deus, de Alá, de Buda, do Papa, da Carrocinha, ou seja lá em nome de quem for, encontra apoio bíblico ou cristão.
    Na história mundial, crimes horrendos, muito piores do que uma injúria, foram cometidos em nome de Deus. E todos esses crimes são abomináveis aos olhos de Deus. E todos os autores desses crimes pagarão por esses pecados diante de Deus.

    Quanto ao assunto específico que você citou, não posso me manifestar, porque não sei exatamente do que se trata. Você tem algum link de alguma matéria para que possamos todos saber do que se trata? De qualquer forma, um cristão genuíno JAMAIS se comportaria de forma a humilhar quem quer que seja. Se nosso exemplo é Jesus, Ele nunca humilhou ninguém.

    Essa estória de ladrão que rouba ladrão, não encontra respaldo nem na lei de Deus e nem na dos homens. Ladrão que rouba ladrão, também é ladrão, e deve ser tratado como tal.

    Respondendo ao que você perguntou em negrito: Todo pecado, é, antes de tudo, cometido contra Deus. Pecado é desobediência. Dessa forma, se eu peco contra um pastor, contra um ateu, contra uma viúva “beata” ou contra um criminoso, peco, de qualquer forma.
    E diante dos olhos de Deus não existe “pecadinho” nem “pecadão”. Todo pecado é igual, e gera separação entre Deus e o homem, e condenação ao pecador.

    Resumindo, não concordo com nenhum tipo de agressão a quem quer que seja, e minha prática não é essa. Você sempre foi muito bem tratado aqui, com respeito e educação. E o cristão deve tratar a qualquer pessoa, sem distinção de credo ou qualquer outra, dessa maneira.

    Saiba que tem meu apoio irrestrito contra quem quer que seja que tenha injuriado a qualquer pessoa.

    Em Cristo.

  10. Rick Moreno disse:

    Obrigado,

    Eu estou perguntando à algumas pessoas sobre esse assunto porque quero ter certeza de que eu não sou o louco da história. Pode parecer que não, mas eu procurei a opinião de religiosos para saber se eu não estava sendo grosseiro demais, suas palavras me confortaram. Acredito que esta seja a primeira vez na minha vida que realmente me senti incomodado com a opinião alheia. Seguindo o seu pensamento, imagino eu que pessoa nenhuma, religiosa ou não, deve concordar com o ato ocorrido. Assim me sinto tranquilo, porque eu espero que as autoridades competentes tomem uma decisão em relação ao ocorrido.

    Se quiser saber mais sobre o que aconteceu, basta procurar no google as palavras-chave: Datena Ateus que você verá que vários blogs já estão divulgando, ainda não vi nenhum pronunciamento de uma “grande mídia” pois estas medem as palavras antes de publicar qualquer coisa. Por outro lado tem vários pequenos jornais e até mesmo videos no youtube que estão falando sobre o assunto. Na página principal da ATEA tem um texto sobre o caso.

    Vale lembrar que o mesmo jornalista, já foi processado por uma companhia aérea e por um grupo de homossexuais, pelos mesmos motivos: calúnia, injúria e difamação pública.

    Agradeço imensamente o respeito com o qual eu sou tratado aqui, dificilmente encontro pessoas tão compreensíveis com esta questão.

    att;
    RM.

  11. Olivar Alves Pereira disse:

    Olá Rick,
    Pegando uma carona na conversa…
    Concordo com o Georges porque o posicionamento dele é Bíblico. Quanto a usarmos da calúnia, grosseria, ou seja lá o que for para mostrar nossa indignação contra o pecado, isso é outro pecado!
    Devemos combater o pecado venha de onde e de quem vier, mas, sempre acima de tudo mostrando amor. Não atitudes românticas do tipo que não confronta e nem corrige. Mas, amor que se mostra paciente com aquele que está errado, mas, intransigente com o pecado cometido. como disse, venha de quem vier, especialmente de nós. Como fiz questão de frisar em meu artigo (que é a súmula do meu sermão pregado em minha igreja) devo antes de sair por aí varrendo o mundo, varrer meu quintal primeiro. E quando nesse processo de limpeza pessoal me deparo com tanto lixo no meu coração, percebo que devo ser misericordioso com os outros pecadores, sem contudo, peder o zelo em atacar o pecado.

    Abraços
    Olivar

  12. Eu defendo a liberdade religiosa ampla, total e irrestrita. Isto também se aplica ao ateísmo. Ninguém é obrigado a crer ou descrer no que quer que seja. Porém, sou livre para expressar a minha opinião contrária a qualquer sistema religioso (ou não), que esteja em desarmonia com o que eu creio. E devo aceitar a contestação e o debate. Mas sem ofensas pessoais ou ataques violentos e humilhantes. O que José Luiz Datena fez (eu assisti tudo!), nivelando todos os ateus e achando até que estivessem manifestando a sua opinião da cadeia, é inaceitável. É bom lembrarmos que os acontecimentos recentes de pedofilia, adultério, fornicação, corrupção e até assassinatos, foram cometidos por indivíduos que são considerados cristãos. Pior ainda, muitos são líderes de movimentos considerados cristãos e exercem altos cargos de comando! Nesse caldeirão fervente há toda uma mistura indigesta de padres, pastores, bispos, “bispas”, “pais de santo”, “mães de santo” e diversos outros religiosos. Deve ter alguns ateus também, mas a Mídia não achou relevância em informar tal detalhe. Isso tudo significa que todos somos pecadores e predispostos ao pecado. Se alguém não nascer de novo (João 3), não pode entrar no Reino de Deus . E se o nascido de novo for dominado pela carne (Romanos cap. 7) e não tiver o controle do Espírito Santo em sua vida (Romanos cap. 8), sempre oscilará entre as obras da carne e o fruto do Espírito (Gálatas 5:16-25). Devemos orar e vigiar, confiando sempre na graça de Deus e em sua proteção.

  13. Olivar Alves disse:

    Sérgio, faço das suas palavras as minhas. Concordo com você.

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