Sobre Cynthia Nogueira

Cynthia Nogueira é advogada, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Goiânia

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A perdição dos “encontrados”

02,jan,2010 por Cynthia Nogueira

O verdadeiro motivo...

“Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.” (Lc 19.41-44.)

Nestes dias, ao ler esta passagem do evangelho de Lucas, que relata a entrada de Jesus em Jerusalém, em cumprimento às profecias, me atentei para o fato de que Cristo se compadeceu daquele lugar e comovido lamentou pela recusa de seu povo em aceitar sua mensagem, já que para os judeus o salvador esperado deveria vir em glória e poder político.

Não muito diferente dos perdidos daquela época, reproduzimos hoje a mesma tolice de desprezar a simplicidade do Evangelho e lutamos por poder e glória pessoais, mesmo após conhecermos a verdade e declararmos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas.

Porém, questiono nestes últimos dias: será que muitos de nós entregamos mesmo nossas vidas ao Senhor Jesus para sermos transformados e separados? Quantos de nós temos nos comovido com os perdidos e dedicado o nosso tempo à pregação pura do evangelho da salvação?

Não sou erudita como muitos que mantém seus blogs e opiniões; não possuo nenhum cargo ou título na minha igreja (apesar de me dedicar e amar o ministério infantil); não sou carregada por súditos que lutam por minha causa interpretativa das escrituras. Sou destas, como muitos, que tão somente empreendem suas orações em favor de suas lutas contra o pecado; que se lembra de honrar o nome de Cristo; que ora pelos perdidos e pede ao Senhor forças para levar a eles a sua mensagem salvífica; que luta diariamente para não ser pedra de tropeço e para manter a fé e que principalmente não se importa em apresentar sua pequenice e fraqueza para ser fortalecida continuamente na dependência de Deus.

O que me entristece é que tenho visto homens de Deus lutando suas lutas e não as lutas de Deus. Homens que condenam e apontam, mas não clamam pela salvação dos perdidos. Homens que hasteiam bandeiras de teologias pessoais e aplicação de versículos encomendados para justificar suas ambições e atender à sua clientela. Homens que se acovardam diante de heresias para manterem seus salários. Homens que empregam glamour ao evangelho, em templos megalômanos e meios de transportes ultramodernos e que não prestam amparo aos necessitados. Homens que se importam em se vincular ao poder da política e da autoridade humana e se esquecem de esvaziar-se de si mesmos e encherem-se da autoridade do Espírito Santo.

Quisera eu, que dentre tantas linhas e apontamentos que tenho acompanhado nestes dias de pesquisa pela internet tivesse visto depoimentos de conversão ao Senhor, mediante a liberação da palavra bem usada. Porém, continuamente e nunca sem exceções, me deparo com espadas em riste, com traves e ciscos em olhos flamejantes, de homens que se esquecem que a Deus pouco importam as suas opiniões mundanas, sua vertentes interpretativas, suas teologias de mercado, suas Bíblias comentadas e desgraçadas… quanta perdição!

“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” (Tg 1.27).

Ainda hoje, recusamos o evangelho puro. Ainda hoje, nos julgamos acima da vontade de Deus e nos consideramos merecedores de envergadura da Palavra em nosso favor. Ainda hoje, suplantamos os necessitados para buscar campanhas de vitória pessoal, profissional e emocional. Ainda hoje, lutamos contra a nossa carne e contra a carne dos outros, nos deleitamos no pecado e limpamos o campo para a festa do inimigo.

Espero, que o Senhor comova os corações, para que a consciência do Evangelo puro e desprovido de couraças seja enfim alcançado e que a muleta dos mancos seja retirada para que andem em retidão. Soldados encurvados não suportam a armadura e nem o peso da espada.

Em Cristo, aquela que somente quer guardar os seus mandamentos.

3 Comentários para " A perdição dos “encontrados” "

  1. Ricardo Mamedes disse:

    Cynthia, minha irmã,

    Esse post é muito mais do que um ‘ensaio’. Desse texto que você escreveu emerge uma verdade recôndita, a essência do certo, que é a busca real do Evangelho de Cristo.

    Assumo que inclusive eu, muitas vezes escorrego para as discussões infindáveis, que desaguam em desarmonia. É claro que não afasto o estudo da Palavra, a própria teologia, o aprendizado das doutrinas bíblicas, como um tabu – da forma como alguns querem hoje, em defesa da alienação contra o intelectualismo.

    Todavia, é fato que temos que voltar ao Evangelho simples, que se revela por intermédio de Cristo, sendo os homens apenas e tão somente instrumento de Deus para o cumprimento da Sua vontade.

    Excelente texto, muito tocante.

    Em Cristo, o nosso salvador,

    Ricardo

  2. Cynthia Nogueira disse:

    Caro irmão Ricardo,

    Concordo com o irmão de que é necessário o estudo da teologia, o entendimento pleno da palavra, a interpretação da vontade de Deus e a tradução material do que se encontra em linguagem figurativa ou poética.
    Aliás, é um consenso de que a falta de estudo aplicado da palavra gera interpretações absurdas e propagação dessa praga que se tornou o uso de versículos de efeito para atender propósitos desconexos de homen. É esse comportamento estulto que gera o festival de dons do espírito (sapatinho de fogo e grito de guerra são os meus preferidos) que vemos hoje lotando as igrejas como um pentescostes sem propósito (espírito em letra miníscula pois para mim é o de porco!). Vou até mais além; justamente pela preguiça, desinformação e necessidade de usar a Deus e não ser usado por ele é que vemos tantos abandonando o evangelho e se dirigindo para o precipício na mesma velocidade em que os que jamais ouviram sobre as palavras de salvação.
    Porém, tudo isso também ocorre, porque os que deveriam levar as boas novas de salvação, se perdem em discussões por vezes inúteis, julgando-se mais santos do que outros (o que é insanidade conforme a Bíblia) e seprando os salvos e os perdidos confore julgamentos humanos.
    Minha preocupação é tão somente que se despendesse mais energia e tempo para levar o evangelho aos que não o conhecem e a quem pouco importa se é Paulo, Apolo, Calvino, Armínio, Wesley, Georges, Ricardo ou Cynthia (fiquei pretensiosa!) que tenha razão.
    São estes que nunca viram ou ouviram e que ainda não creêm que me fazem doer o coração.

    Na paz de Cristo, Aquele em quem pude ouvir e crer e mudar o meu viver!

    Cynthia

  3. Ozélia Gomes disse:

    Graça e Paz.
    Querida Cyntia Nogueira.
    Sou membra da Assembléia de Deus, moro em São Paulo e estou precisando que me indique um advogado,
    pois preciso resolver um problema na justiça referente ao meu diploma do segundo grau.
    Eu consegui informações suas; (seu nome como Advogada) no blog do Juiz Carlos Zamith Junior.
    Por favor faça um contato comigo.
    Me ajude meu e-mail é: …@….com.br


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