Conhecendo o Pai através dos filhos

29,set,2009 por Georges Nogueira
Bênção maior!

Bênção maior!

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.”(IJo 3.1).

Hoje é o dia em que o maior milagre com que o Senhor me abençoou faz cinco anos.

Fui criado sem a presença paterna. O processo e os motivos pelos quais isso aconteceu, são extensos, complexos e irrelevantes para o assunto em pauta. Também não cresci em um lar evangélico. Essas duas situações trouxeram para minha vida uma tremenda dificuldade em compreender a principal antropopatia utilizada na Bíblia para demonstrar o tipo de relacionamento que Deus pretende ter com o homem: o sentimento de paternidade.

Antropopatia é atribuição de sentimentos humanos a Deus. Como Deus não é carnal, e o homem não é capaz de entender os sentimentos divinos, utiliza-se esta figura de linguagem para que se possa entender a vontade soberana do Senhor para nossas vidas, através de sua relação com a humanidade em geral e em particular com seus escolhidos.

Eu jamais pude compreender a imensa dor que meu erro causava ao Senhor, antes de sentir a dor de ver minha filha doente. Qualquer enfermidade pela qual uma criança passe aterroriza o pai, e com certeza, seria esta a forma mais aproximada de entender os sentimentos do Senhor para com o perdido, visto que sem Deus, ao homem resta apenas “uma expectação horrível de morte”.

Se um simples machucado no dedinho me parte o coração, que dor horrível e lacerante para Deus, em ver seu filho unigênito ser injustamente humilhado e morto na cruz? E isto foi o que o Senhor fez por cada um de nós. Senhor Deus, muito obrigado por não me deixar jamais conhecer este sentimento.

Nas poucas vezes em que minha filha me desobedece e, teimosa, me desafia a ponto de merecer uma palmada ou um castigo, quem sofre a dor maior sou eu. Muito embora eu saiba que a obrigação principal dos pais é ensinar e educar, quem sofre a punição sou eu. Minha filha logo esquece. Assim posso compreender a dor que meus pecados causam a Deus.

Sempre que minha filha, que hoje faz apenas cinco anos, discute comigo e me diz que sabe de alguma coisa mais do que eu, me lembro de quantas vezes minha arrogância e minha estultícia afrontaram ao Senhor.

Sempre que minha filha se assusta com algum “bicho” ou com algum barulho, compreendo o valor da oração, o quanto é formidável para um pai saber que o filho amado confia nele para resolver todos os seus problemas, e o quanto é gratificante ver em seu rostinho a sensação de alívio quando botamos o “bicho” para correr. Senhor meu Deus! Quantas vezes me livrastes das garras dos “bichos” que me aterrorizavam?

De todas estas experiências, contudo, a mais gloriosa, formidável e inexplicável, sensação é a que me toma de assalto quando minha filha pula de algum lugar confiando plenamente que “o papai vai me pegar e eu não vou me machucar”. Quando minha filha dorme em meus braços, tranqüila, com a certeza de que perto do papai está em segurança, tudo mais no mundo deixa de ter importância. Muito obrigado, Senhor, por me permitir compreender o valor de ser pai. Muito obrigado pela bênção incomparável de ter filhos. Antes que alguém pense em me corrigir, dizendo-me que o dia mais importante deveria ser o da minha conversão, agradeço a Deus pela minha filha, pois seu nascimento foi o que acelerou minha busca pela mudança dos velhos hábitos e que me estimulou a buscar mais e mais santificação.

Agora que começo a entender o valor da entrega absoluta e da dependência total de um filho na vida do pai, faço minhas as palavras de minha filha em oração:

“PAPAI DO CÉU, OBRIGADO POR ESSE DIA MARAVILHOSO…”

2 Comentários para " Conhecendo o Pai através dos filhos "

  1. Cynthia Nogueira disse:

    Essa oração é tão doce e pura…mal sabe ela que todos os dias são maravilhosos depois que Jesus nos deu ela de presente.
    Sou grata a Deus todos os dias porque através dela minha fé foi provada várias vezes, porque o milagre se renova a cada dia quando ela volta pros meus braços, porque entendi o quanto é grande o amor que sentimos por um filho e assim compreendo o quanto o amor de Deus por mim é infinito. As vezes quando ela adoece e eu enlouqueço meio mundo por causa de uma amigdalite, digo para o Senhor Jesus que entendo o sacrifício Dele, pois eu não seria capaz de entregar a minha filha em sacrifício por outros e nem mesmo por mim! Eu entregaria a minha vida por ela.
    Deus sabe (e isso não é mera flexão!) o quanto meu coraçào, meu caráter, minha vida, meu caminhar mudaram por causa dessa pequena criatura maravilhosa que Ele nos deu.
    Uma criança doce, meiga, forte em suas opiniões e cheia de amor por Deus e de desejo pela sua obra.

  2. Terezinha Maria disse:

    Olha só! Só hoje percebi que sua filhota tem a mesma data de aniversário que eu!!!
    E esse texto também, eu posso dizer, que “faço minhas as tuas palavras, irmão Georges! Só mudaria uma coisinha,rs…é que diante da vida de horror e vazio, na qual eu vivia, o dia mais importante na minha vida, verdadeiramente foi quando nasci de novo. Glórias ao Nosso Papai, que nos escolheu!!!
    abços em Cristo!!


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