
A glória é dEle
Por Rev. Olivar Alves Pereira *
Convido você a fazermos juntos um “passeio” pelas páginas do livro do Êxodo. Quando Deus sob o comando de Moisés retirou o povo de Israel do Egito, fê-lo caminhar pelo deserto e chegar ao Monte Sinai, onde Ele deu a Moisés as Suas Leis começando com o Decálogo e passando pelas normas da construção do Tabernáculo (Êx 20 – 31).
Os dias se passaram e Moisés se demorava no topo do monte. O povo vendo que Moisés não descia do monte pressionou Arão dizendo-lhe que com certeza Moisés havia morrido no monte, pois, já se faziam cerca de 40 dias que Moisés havia subido ao Monte Sinai por ordem de Deus, e justamente por conta disso, Arão deveria fazer um deus para o povo de Israel a fim de continuarem na sua jornada rumo à terra prometida.
Em Êx.32.1-10 lemos que Arão pediu ao povo que trouxesse objetos de ouro, os quais ele trabalhou e forjou com buril no fogo e fez uma imagem de um bezerro de ouro diante da qual o povo fez festa e perante o qual Arão mandou o povo celebrar por que era o SENHOR (32.4).
O SENHOR ordenou a Moisés que descesse porque o povo havia cometido pecado terrível (32.7-10). Moisés percebendo o perigo em que havia se metido, pôs-se a interceder pelo povo diante do SENHOR. Ao descer o monte, depara-se com aquela cena horrível de uma festa idólatra, o que levou Moisés a jogar com violência as duas tábuas da Lei, as quais eram como “certidões” da Aliança de Deus com Seu povo. Nos tempos antigos, assim como hoje, quando uma aliança era estabelecida, ambas as partes recebiam uma cópia do contrato comprovando assim o acordo. De que adiantariam aquelas cópias do “contrato” entre Deus e Israel, se o povo havia quebrado a Aliança? Por esse motivo Moisés quebrou as tábuas que Deus havia feito (32.16). Em seguida, Moisés tomou o bezerro de ouro queimou-o no fogo e o pó misturou na água e fez o povo beber. Ao arguir Arão sobre tudo isso, covardemente Arão pôs a culpa no povo dizendo que fora pressionado por ele e que ao jogar o ouro no fogo, surgiu como que por um milagre a imagem do bezerro e por isso o povo a adorou (32.24). Moisés então mandou matar os responsáveis por essa idolatria (32.25-29) e novamente intercede pelo povo (32.30-35), porém, Deus puniu os pecadores.
Em Êx.33.1-11 lemos que Moisés montava uma tenda fora do arraial de Israel, a qual era chamada de “tenda da congregação” na qual somente Moisés entrava e ainda assim, quando Deus o chamava para lá. Quando isso acontecia, a tenda ficava envolta pela glória de Deus e pela coluna de fumaça (símbolo da presença de Deus) (33.9).
Bem, chegamos ao ponto no qual quero meditar com os irmãos sobre: O desejo pela glória de Deus.
É muito importante tomarmos cuidado com o que desejamos, pois, nossos desejos direcionam nossas escolhas, e as nossas escolhas direcionam nossas ações, e as nossas ações resultarão em alegrias ou tristezas para nós. Neste texto vemos alguns elementos que eram entendidos por Israel como indicativos da glória de Deus. A glória de Deus se revela sobre o Seu povo:
1) Pela Sua presença entre nós, Êx.33.12-16
Nestes vermos, vemos Moisés falando com Deus pedindo-Lhe que conforme a Sua graça lhe mostrasse o Seu caminho, para que Moisés O conhecesse ainda mais e fosse agraciado por Deus (v.13). Deus respondeu dando-lhe o que Moisés mais desejava: a Sua presença (v.14). E Moisés então reforça que para ele o que havia de mais importante era a presença de Deus sem a qual ele não sairia dali. Moisés queria que o povo visse que Deus ainda estava com ele e também com o povo apesar do povo ter pecado contra Ele (v.16).
A presença de Deus no meio do Seu povo é o que torna possíveis maravilhas como, a Graça de Deus se revelando por meio do perdão, restaurando corações, dando vitória ao Seu povo no meio das lutas. Por isso mesmo devemos desejar a Glória de Deus por meio de Sua maravilhosa presença entre nós. Deus é onipresente. Ele está em toda parte em todo momento. Contudo, o que ressaltamos aqui é a presença de Deus entre nós aprovando nossas ações, nossos desejos, nossos planos. Deus presente em nossa vida teremos sempre a orientação para qual direção devemos seguir. Não precisaremos ficar preocupados com o amanhã porque assim como Ele esteve conosco ontem e está conosco hoje, estará amanhã. Moisés desejava ser visto pelo povo estando com Deus ao seu lado; esse mesmo desejo deve estar em nosso coração.
A glória de Deus em nós se revela também:
2) Pelo Seu Nome sobre nós, 33.17-23
Deus atendeu o pedido de Moisés e foi com ele perante o povo (v.17). Então Moisés pediu-Lhe que Ele o deixasse ver a Sua glória. O SENHOR deu-lhe uma resposta um tanto quanto curiosa: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR…” (v.19). O SENHOR ainda lembrou Moisés de que ele não poderia ver a glória de Deus, pois, homem algum a suportaria. Por isso, Deus o escondeu na fenda da rocha, tapou-lhe os olhos, e depois que o SENHOR passou Ele retirou as mãos dos olhos de Moisés, e este O viu somente de relance (v.21-23). Moisés estava temeroso de não mais desfrutar daquela tremenda comunhão com Deus por causa do pecado do povo, e por esse motivo ele pediu a Deus que lhe mostrasse a Sua glória. Era um acalento para o seu coração, e Deus lhe deu.
Voltemos para o v.19. No momento em que Deus passou com Sua glória por Moisés, revelou-lhe Sua bondade e pronunciou o Seu santo Nome. O Nome de Deus sempre foi uma incógnita para os judeus. A pronúncia correta tal como a que Moisés ouviu ninguém sabe. Uns O chamam de “Jeová”, outros de “Javé”, ainda outros de “YAHWEH” e assim por diante. Fato é que a pronúncia do Nome de Deus tem todo esse mistério consigo. A razão disso é porque o Nome de Deus é cheio de zelo (34.14). E devemos zelar por esse Santo Nome.
Agora observe algo tremendo. Em Fp.2.5-11 lemos que por causa da obediência e submissão de Cristo ao Pai, Ele recebeu o “o Nome que está está acima de todo o Nome, para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai”.
Em Is.42.8 lemos: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”.
Fica bem claro nesses textos que a glória de Deus a qual Ele não compartilha com ninguém está no Nome Dele. Porém foi justamente o Seu Nome que Ele conferiu a Jesus.
Assim como o Nome de Deus estava sobre o povo de Israel, também o Nome de Jesus está sobre nós. A nossa maior honra, nossa maior glória é o Nome de Jesus sobre nós. Todo o nosso comportamento em relação ao Nome de Cristo revelará o nosso desejo por Sua glória. Mostramos com nossa vida e testemunho o zelo que temos pelo Nome de Cristo e isso mostrará o quanto desejamos a glória de Deus, muito mais do que através das músicas que cantamos, dos discursos que fazemos.
O nosso desejo pela glória de Deus se revela:
3) Pela Sua aliança conosco, 34.10-17
Deus mandou Moisés lavrar duas novas tábuas (34.1), bem diferentes das primeiras que foram lavradas pelo próprio Deus (32.16). Novamente Moisés subiu ao Monte Sinai e lá recebe novamente a Lei de Deus. Nos v.10-17 encontramos a reafirmação da Aliança de Deus com Seu povo, Aliança essa que deveria ser observada pelo povo por meio de um viver santo, separado dos povos pagãos no sentido de não se envolver com os costumes pecaminosos daqueles povos. Deus formava para Si um povo santo e exigia santidade desse povo, pois, essa santidade revelava o caráter de Deus ao mundo. Israel deveria evitar a idolatria dos pagãos e qualquer união com eles (especialmente o casamento) para que não fossem enredados pelos pecados deles.
Mostramos o quanto desejamos a glória de Deus sobre nós quando mostramos uma vida santificada e consagrada a Deus. Vida santificada e consagrada é vida que mostra exclusividade do Senhorio de Deus sobre si. O quanto zelamos pela Aliança de Deus conosco, no nosso caso, a Nova Aliança feita no sangue de Cristo, mostrará o quanto nosso coração estará ocupado e desejoso pela glória de Deus.
Conclusão
Voltando à questão dos nossos desejos, ressaltamos que os nossos desejos determinarão nossas atitudes e estas resultarão em frutos que nos trarão felicidade ou sofrimento. Se o nosso coração estiver tomado pelo desejo da glória de Deus revelada por meio de Sua santa presença, por meio de Seu santo Nome e pela preservação de Sua santa Aliança conosco, com certeza, nossa igreja será muito abençoada.
* Breve nota do editor do blog:
Este blog NÃO é editado pelo Rev. Olivar. Não pertencemos à mesma congregação e sequer à mesma Igreja. Contudo, este espaço está sempre disponível para qualquer texto que ele queira divulgar, porque o Pastor Olivar é um abençoado homem de Deus com quem já compartilhei algumas lutas. É um amigo estimado cujas opiniões muitas vezes e sobre muitos temas divergem absolutamente das minhas, mas a quem respeito por considerar verdadeiramente cristão e verdadeiramente comprometido com a obra de Deus. Conheço muitos pastores, mas nem todos têm esta mesma liberdade em meu blog.
Em Cristo Jesus,
Georges Nogueira.
Olivar Alves Pereira é Pastor da Igreja Presbiteriana em São José dos Campos, SP.




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Amém por esta mensagem, porém nos dias atuais o que vemos é que muitos querem mesmo é o milagre urgente e não esperar o tempo de Deus.
Querem é um idolo palpável e não um Deus que não se vê, mas age no mistério.
Querem um ministério próprio e não serem dedicados a um ministério.
Espero em Deus que o seu povo busque a ua Glória, uma comunhão plena com Ele e que seja paciente para aguardar o momento do derramamento.
É estranho fazer comentário sobre meu próprio texto. Há bem da verdade não é sobre meu texto,mas, sobre as palavras do irmão Georges.
Obrigado irmão por me ceder este espaço e pela deferência à minha pessoa. Deus o abençoe muito. Também tenho aprendido muito com você. e espero em Deus construir cada vez mais essa amizade preciosa que Ele nos deu.
No amor de Cristo,
Olivar
A cinco fazes do espírito. !
Omega
1- Faze, nada existia antes matéria.
2- Faze, tudo começou a ser criado materialização.
3- Faze, o espírito sendo provado e suas provações.
4- Faze, a regeneração do espírito o caminho do aperfeiçoamento.
5- Faze, o espírito regenerado e formado pronto para a vida eterna.
6- Faze, volta a primeira faze o fim do mundo Alfa.
( Ricardo ª filgueiras)
Alguém pode me explicar o que o sr. Ricardo Filgueiras quis dizer? Não entendi bulhufas!
Amém por essas palavras, que povo de Deus estude mais a bíblia porque ela e somente ela e a verdadeira palavra que nos conduz a Deus.