Sobre Marcelo Sani

Marcelo Adriano Sani é pastor do Ministério Semear e desenvolve trabalhos de restauração de vidas em Joinville/SC.

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O que há com a igreja de hoje?

22,set,2010 por Marcelo Sani

Onde está seu coração?

Alguém pode me explicar o que há com a igreja de hoje? Alguém pode me explicar o significado de alguns “chamados” ministeriais? Pois o que se tem apresentado em nossos dias é algo muito contrário à igreja primitiva, aquela igreja que lemos em Atos dos Apóstolos no capítulo 2 a partir do verso 37 até o 47, que nos mostra uma situação que parece peculiar pertencente apenas a aquela época, uma época em que se mostrava o verdadeiro amor de Jesus Cristo, um amor onde todos perseveravam na doutrina dos apóstolos, pessoas vendendo suas propriedades e repartindo tudo entre os que precisavam e não havia necessitados em seu meio.

Interessante lembrar de algo que Jesus ensinou e que parece ter se perdido com o passar dos anos. Não falo de um amor onde se envolve o material, mas o espiritual, o verdadeiro calor humano, o fruto maior do Espírito Santo: O AMOR! 1 Coríntios, capítulo 13 nos fala acerca do amor, uma forma tão simples e peculiar de entendermos o amor mais do que qualquer dicionário no mundo. Afinal, amar é mais do que dizer apenas “eu te amo”, mas as atitudes concernentes ao vocabulário, um sentimento abstrato apenas contido em palavras lisonjeiras e sem uma determinação de qualquer sentimento verdadeiro.

Digo isso porque hoje vemos incontáveis guerras por posições, ciúmes, dinheiro, fama gospel. Recentemente um certo apóstolo, escancaradamente em rede nacional, dirigiu palavras a um certo missionário mostrando ali que a igreja nos tempos de hoje tem sido sinônimo de concorrência e não unidade, em seu discurso ele declara o seguinte combate: “Vê lá, quantas pessoas esse missionário reúne quando ele vai pregar lá, e vê eu (apóstolo), se eu não levo muito mais gente…”.

Estamos concorrendo entre nós. Perdemos o foco de saquear o inferno e tirar os cativos de suas prisões e levá-las a Cristo. E mais, acreditem, até na “arte” de expulsar demônios existe um certo sentimento faccioso, achando que podemos ser desrespeitados como pastor ou líder de qualquer posição ministerial, por pessoas “comuns” colocarem as mãos e seguirem uma ordem de Jesus muito simples: -“E estes sinais seguirão aos que crerem: em MEU NOME (Jesus) expulsarão demônios…” (Mc 16.17).

Tudo isso tem colaborado apenas para uma coisa: a alegria do Diabo! Ele se alegra porque o próprio povo de Deus não sabe o que veio fazer nesse tempo, não entende que a unidade é a única forma de vencermos todas as adversidades, afinal, um reino divido não subsiste (não permanece) Mateus 12:25 e Lucas 11:17. Uma guerra sem fim. Parece que estamos envolvidos em uma guerra que parece não ter solução, sem final próximo para alegrar os corações valentes daqueles que ainda inflamam em seu peito e desejam por uma igreja totalmente unida, vivenciando o salmo 133: “Oh! Que bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!…” Uma exclamação de um rei que antes de se assentar em seu trono pôde viver essa união em seu grande amigo Jônatas, e mesmo depois de ser o rei soberano em Israel teve em seu lado muitos que davam a vida por ele.

“Oh! Que bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!…” uma prática há muito esquecida pela igreja que se intitula “serva do Senhor nessa terra, parte do corpo de Cristo”, uma triste ilusão para os nossos dias atuais. Claro, não vamos generalizar, mas está complicado nós acharmos tal prática. Um corpo perfeito precisa que todos os seus membros funcionem de acordo com cada propósito determinado em sua função, por isso cada um de nós precisa se encontrar nesse corpo tão prefeito que é o Corpo de Cristo.

Você já se perguntou: “E eu? Onde me encaixo nisso tudo?” Simples: você foi chamado para fazer a vontade de Deus em Cristo Jesus! A alegria de apenas fazer Sua vontade deixou de ser realidade nessa atual “geração extravagante”. Líderes se digladiando entre si, apaixonados por esse tempo, mostrando que as coisas que são eternas acabaram em segundo plano em uma carreira espiritual tão árdua, amando o presente século mais que o próprio Deus, ou melhor, tornando Deus um gênio da lâmpada particular.

E o que falar das miraculosas campanhas da tal prosperidade, ou da vitória, das coisas ungidas que parecem abençoar mais que o próprio Deus? Hoje é comum vermos estratégias, faixas enormes, ou anúncios em nossas redes de comunicações televisivas, ou nas ondas do rádio, anunciando e atraindo o povo pela sua própria cobiça, uma das “estratégias” que mais gosto é a terça do milagre urgente, essa, pra mim, é a campeã! Me desculpem os autores dessas práticas cobiçosas, mas o evangelismo genuíno é aquele em que vamos levar algo aos que precisam e não oferecer formas mirabolantes para sermos abençoados. Vi, certa vez, em frente uma igreja, de um certo bispo, colocarem uma cruz enorme e um pastor todo vestido de branco, “pagando o maior mico”, diga-se de passagem, tentando persuadir pessoas com suas vestimentas num ato público de santidade.

Afinal, hoje em dia é comum sermos atraídos apenas por nossos olhos, nossa cobiça, julgando estar a santidade em roupas ou nos milagres atribuídos a essa corja que esquece os princípios das palavras de Jesus. Nós fomos chamados para carregar a nossa cruz, para sermos ungidos, e não coisas, objetos, um dos significados da palavra ungir é misturar, por isso nós somos ungidos porque temos que estar misturados com Deus, porque somos sua imagem e semelhança.

Voltando ao assunto do “apóstolo” conhecido do povo brasileiro, no final do ano de 2009, ao anunciar uma “revelação” que recebeu no ar, enquanto apresentava seu programa ao vivo, dizendo que Deus o falou que para se alcançar a grande vitória, como se Jesus já não a tivesse conquistado, teria que, em vez de dar o dízimo costumeiro dos 10% agora teríamos que dar 30% como oferta “ao Senhor”, detalhe, final de ano em época de 13º salário. Coincidência? Tirem suas conclusões! Observem o que diz Is 29.13-14:

“Porque o Senhor disse: Pois este povo se aproxima de mim e, com sua boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; eis que continuarei a fazer obra maravilhosamente no meio deste povo; uma obra maravilhosa e um assombro, porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá.”

Pergunto aos amados irmãos e leitores: a que preço buscaremos somente o que Deus pode nos oferecer nesse presente século? Ou, como vamos honrar a Deus somente pelas “bênçãos” para cultivarmos nossas vidas que daqui a pouco o Senhor estará buscando? O que teremos para entregar a Ele? Examino as escrituras e contemplo homens como Elias e João Batista, que se vestiam de pele, sem os ornamentos expostos exteriormente, pregando a Palavra de Deus, exclamando pelo arrependimento, porque o Reino de Deus está próximo, mudanças que começam de dentro para fora, afinal, a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.34).

Precisamos fixar nossos olhos naquilo que é eterno, onde corresponde a vida, onde flui o verdadeiro amor, porque o que não é eterno é passageiro, é transitório, se acaba. Gosto de uma frase de um grande pregador e profeta do nosso tempo, Leonard Ravenhill: “Essa geração de pregadores dará conta dessa geração de pecadores!” Precisamos voltar aos primórdios da igreja na terra, em princípios inspirados divinamente!

7 Comentários para " O que há com a igreja de hoje? "

  1. Olivar Alves Pereira disse:

    Olá Pr.Marcelo,
    Embora eu não seja o administrador desse blog, sinto-me em casa o suficiente para lhe dar as boas vindas. Quanto mais gente crente e séria se juntar em prol do Verdadeiro Evangelho, tanto mais mostraremos a Luz de Cristo neste mundo.
    Deus o abençoe.

    Olivar

    • Marcelo Sani disse:

      obrigado reverendo, acompanho vocês já algum tempo e me sinto honrado de poder fazer parte, desse, que é um blog dos quais mais gosto e respeito, pois em seus artigos consigo ver nitidamente e veracidade das palavras e intenções de mostrar o evangelho do Reino de Deus, ou seja, o único que conheço.
      em Cristo

  2. Wislley disse:

    Boa tarde Pr. Marcelo;

    Nas últimas semanas venho meditando em como seria viver a “igreja de Atos”, onde tudo era compartilhado.

    Excelente artigo.

    Abraços;

    Wislley
    Muriaé/MG

  3. orlando.emboaba@hotmail.com disse:

    Graça e Paz Pr. Marcelo, quero parabeniza-lo pela materia, não sei se estou certo mas o que vejo hoje é um cristianismo um pouco egoísta, onde se estou bem materialmente, espiritualmente e minha familia esta bem então esta tudo bem, mas e os outros irmãos?.

    Sou estudante de Teologia, meu professor é o Rev. Olivar

    • Pr. Marcelo Sani disse:

      olá Orlando, é isso o que, infelizmente, vemos com muita frequência hoje: egoísmo! Mas podemos fazer a diferença em um mundo tão egoísta, que comece por nós então a sermos verdadeiros cristãos.

      em Cristo

  4. Olivar Alves disse:

    Amado Orlando, você está certo sim. O egoísmo está cada vez mais arraigado no coração das pessoas, e o que é pior, a “crentaiada” está fazendo uso dele descaradamente. O “servir ao próximo só existe se houver alguma vantagem para mim”, é o lema de muitos.
    A vida cristã passa pelo servço.
    Deus o abençoe
    Olivar

  5. Marchello Chamone disse:

    Ola Pr. Marcelo , o que me deixa mais enconformado e as igrejas com uma ‘verba mensal ” enorme .constroi, isso aqui, aquilo outro e mais outras ‘panavenalhas’ , e muitos do membros mal ten um lugar de mora quando ten é um barraco ( UM BARRACO ) O TRABALHO SOCIAL da igreja é o pior… aonde prega o amor , o milagre mas na hora de muitiplicar o “pao e o peixa”, nao tem amor e nem milagre…
    Tem que levantar profetas nessa geraçao nao profanos!!! meu coraçao doi quando esses ”lideres” usa da palavra de Deus para manipular o pequeninos Deus… pastor fique com Deus!!!


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