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Uma visão bíblica sobre maldições, demônios e libertação

Libertação!
porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Ef. 6.12)
Muito tem se falado acerca de libertação e quebra de maldições, sem que se chegue a um consenso. Enquanto o próprio Calvino tratou com seriedade e preocupação a questão da libertação e das maldições, muitos calvinistas contemporâneos pregam frontalmente contra esse tipo de ensino. Ao mesmo tempo em que a raiz das Igrejas pentecostais abordava corajosamente estes temas em estudos coletivos, analisando tudo à luz da Bíblia, a maioria dos pentecostais de hoje em dia trata como se fosse festa e “retété”. Neste artigo, um breve estudo acerca das bênçãos e maldições conforme o texto bíblico nos ensina.
O que são as maldições? Creio que a melhor e mais didática abordagem que eu já vi a respeito do tema, é a do Pastor Alcione Emerich, que através da boa exegese nos ensina alguns significados bíblicos para bênção e maldição, em seu livro Heranças do passado. Diz o autor:
“O termo bênção em hebraico é Barak e no grego eulogeo, em hebraico, pelo menos seis palavras são utilizadas para especificar tipos ou formas de maldição: Alah, Qalal, Arar, Qbab, Naqab e za’am. Em grego, aparecem quatro: Anatema, Kataraomai, Kakologeo e Rhaka”. (…)
“Duas coisas importantes precisam ser ressaltadas no sentido da palavra bênção. Primeiramente ela provém do hebraico Barak, que tem na sua raiz os seguintes significados: ajoelhar-se, submeter-se, honrar um superior. Desse modo, quem quer a bênção precisa manter uma relação de obediência com Aquele de onde ela provém: Deus! É impossível tê-la e, ao mesmo tempo viver uma vida fora dos padrões divinos. É uma grande incoerência. A palavra diz: ‘se atentamente ouvirdes o Senhor teu Deus (…). Bendito serás (…)’, ou seja: a obediência sempre precede a bênção.”
Mais adiante, o autor aborda o significado de maldição através do estudo do significado de três das dez palavras citadas anteriormente para maldição:
“Alah: este vocábulo aparece cerca de 35 vezes no Antigo Testamento e sempre descreve uma maldição com origem na quebra da aliança com Deus. Veja algumas passagens. No momento histórico de Deuteronômio 27 e 28, quando Deus realizou um pacto como seu povo, Ele adverte: ‘ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição[Alah], se abençoe no íntimo dizendo: Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração’”. O pastor Alcione cita ainda muitas outras passagens onde esta palavra aparece, mas como excede o escopo deste artigo, não as citarei aqui. Prossegue o autor:
“A segunda palavra é Qalal. Este termo aparece derca de 130 vezes no Antigo Testamento. O sentido básico de sua raiz quer dizer ‘diminuir’, ‘lidar desdenhosamente’, ‘ridicularizar’, ‘zombar’. Significa desejar a alguém uma posição inferior ou rebaixá-la de seu estado. O veículo que canalizará este tipo de maldição é a língua. Na antiguidade, atribuía-se grande poder à palavra falada, e cria-se que zombar ou proferir uma sentença verbal negativa a qualquer pessoa podia realmente levantar ou provocar poderes destrutivos que iriam diminuir sua felicidade. Os pagãos achavam que podiam manipular os seus deuses através das palavras. É devido a isso que vemos Golias amaldiçoando a Davi(1Sm 17.43) e Balaão sendo chamado para amaldiçoar Israel (Nm 22.6).” Também neste trecho não reproduzi todas as muitas referências bíblicas citadas pelo autor.
“Em último lugar temos a palavra Arar. Nesse exato momento, gostaria de chamar especialmente a sua atenção. Temos agora a palavra usada pelas Escrituras para descrever uma pessoa debaixo da maldição. Arar aparece 63 vezes no Antigo Testamento. Agora, preste atenção na análise da raiz deste termo, vista no Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento: ‘Com base no acadiano Arãru, capturar, prender, e no substantivo Irritu, armadilha, funda’, Brichto, seguindo Speiser, apresenta a interpretação de que o hebraico Arar significa ‘prender (por encantamento), cercar com obstáculos, deixar sem forças para resistir’. Eu fiquei impressionado quando descobri isto, pois é exatamente assim que a maldição atua sobre quem a possui: prende-a em uma área de sua vida”.
Existem muitas objeções ao ensino da quebra de maldições, e todos os que se opõem a ela estão sempre se apegando ao texto bíblico. Evidentemente, não irei refutá-las aqui antes que elas apareçam, pois seria contra producente. Neste sentido, basta demonstrar algumas situações comuns na vida de todo cristão.
Primeira destas situações: a conversão é um processo lento. Mais fácil para alguns, mais difícil para outros, a transformação na vida do novo crente não se dá por um passe de mágica. Eu mesmo nasci em um lar tipicamente católico: aquele onde as pessoas lutam com unhas e dentes para defender sua religião, sem, contudo, compreender os dogmas e rituais romanos. Minha vida não mudou em um passe de mágica quando eu me arrependi de meus pecados e decidi confessar a Cristo como meu Senhor e Salvador. Muitas coisas demandaram tempo e sacrifício para serem mudadas em minha vida. O vício horroroso do cigarro foi uma das coisas que me exauriram as forças. Eu resolvi me converter com a ilusão de que eu maravilhosamente deixaria de ter vontade de fumar no dia seguinte. Não estou dizendo que não pode acontecer, ou estaria limitando o poder de Deus, mas comigo aconteceu exatamente o contrário: embora meus sentimentos fossem sinceros e meu entendimento apontasse claramente na direção oposta, meu organismo dependente, minha carne, me torturava dolorosamente pela falta da substância que antes me escravizara.
Outra situação é que existem os demônios, e que estes demônios têm como único objetivo empreender uma guerra espiritual sem tréguas, descanso ou regras.
A esse respeito, mais uma vez, recorro a um piedoso homem de Deus e seus ensinamentos: o professor Reginaldo Cruz, Em seu manual de Angelologia nos ensina sobre possessão demoníaca:
“A possessão demoníaca é a habitação de um demônio numa pessoa, exercendo controle e influências diretos sobre ela, com certos prejuízos para as funções mentais e/ou físicas. A possessão demoníaca deve ser distinguida da influência demoníaca ou atividade demoníaca contra uma pessoa. Nestas duas últimas formas de atuação, o demônio atua fora da pessoa.
Por esta definição, concluímos que o crente não pode ser possuído por um demônio, já que é habitado pelo Espírito Santo. Lembrando que o crente só será imune à possessão demoníaca se conservar sua comunhão com Deus. O crente pode, contudo, ser alvo de opressão demoníaca a tal ponto de dar a impressão de estar sendo possuído.”
Diante de todas as evidências bíblicas, percebo que o assunto maldições/libertação não pode ser negligenciado em nossas Igrejas. Existem mesmo relatos de Igrejas inteiras que experimentaram maldições e/ou opressões. Mas isto é assunto para outro artigo.
Obras consultadas:
Emerich, Alcione. Heranças do Passado. Rio de Janeiro: Danprewan 2008.
Ferreira, Reginaldo Cruz. Manual de Angelologia. Goiânia: SEPEGO 2008.
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Você acabou de se reencontrar na Assembléia!
Este assunto é demasiado delicado, até porque o que se conhece de quebra de maldições por aí é aquela pasta sólida que foi triturada no liquidificador do evangelho fast food e é servido e sorvido pelas massas desesperadas por milagres via SEDEX e com aquele discurso distorcido de quem pouco sabe sobre isso.
Alguns te dirão: e o texto de Ezequiel 18?
E o que vc vai responder?
Em Cristo.
Há muitos modismos teológicos sobre a questão de maldições “hereditárias” e também sobre a “vocação de muitos leigos” que insistem em discutir sobre o assunto, sem ao menos conhecerem os principais pressupostos teológicos e uma hermenêutica bíblica séria sobre a questão.
Parabenizo Georges Nogueira pela sua abordagem sobre o assunto. Logo percebe-se a clareza do texto.
Reginaldo Cruz
Reginaldo:
Nem todo blogueiro tem a felicidade de ter seu artigo comentado pelo mestre que cita no texto.
Sua visita em muito me honra.
Obrigado!
tudo podemos na quele q nos fortalese .pois ele foi morto e resucitor au tesero dia ele vive.so temos q olha para sima .para cristo tudo passa mais as palavra de DEUS não a de se passa.amem……
Ouvi uma mensagem parecida de uma pessoa que morou nos Estados Unidos: “Você aceita Jesus como salvador, mas não é totalmente liberto, precisa de um processo, fechar portas, senão esses males vão lhe perseguir por muito tempo” isso é correto, preciso de esclarecimentos, pois discuti com a citada pessoa que o sangue de Jesus nos liberta de tudo.
abraços
eleandro
JoinvilleSC
Eleandro:
Nunca, jamais, me passou pela cabeça afirmar que o sacrifício de Cristo não é suficiente.
A questão é um pouco mais complexa do que isso. Eu não concordo com essa pessoa que disse que você, aceitando Jesus como Salvador não é liberto, e você fez muito bem em refutá-lo.
Como disse o professor Reginaldo Cruz, em seu comentário acima, existem muitos modismos teológicos a esse respeito, e eu nõ endosso nenhum deles.
Ao contrário. O que eu quis dizer no texto foi que não existem “receitas de bolo” na vida espiritual.
Veja o testemunho de conversão que eu dei. Conheço casos de pessoas que, ao se converterem, são imediatamente curadas de enfermidades graves e estão imediatamente livres de qualquer mal.
Por outro lado, existem pessoas que passam por um processo infinitamente mais complicado.
Eu já vi pessoas convertidas manifestando demônios. Mais de uma pessoa, e mais de uma vez.
Irmãos as coisas são obvias: só a aceitação não é suficiente para garantir a salvação, a libertação e etc etc………afirmo porque nosso ser, corpo, alma e espirito são influenciados pelo meio em que vivemos, posso muito bem hoje ir a uma igreja e no calor do momento aceito Jesus mas ao sair dali vou me relacionar com o mesmo mundo que vivo, o que acontece vou ser influenciado por este mundo.
Resumidamente eu preciso mudar pela vida em Jesus “não basta apenas aceitar Ele tem que morar em mim e eu Nele, somente com este entrelaçamento como imagem e semelhança, imitadores é que vem a transformação profunda e vai tirando todo barro nojento, toda podridão do pecado, toda iniquidade. Esse negocio que salvo uma vez sempre será salvo é ruim se fosse assim as igrejas não estariam todas doentes, cheias de enfermidades fisicas e espirituais
Oi Luiz Roberto,
Concordo que uma mera aceitação do tipo que alguém levanta amão no “calor da emoção” na hora do culto, não seja suficiente. Concordo com você que receber a Cristo como Salvador é receber sobre si a vida Dele e o Senhorio Dele. Concordo com você que existem muitos iludidos que pensaram que por terem levantado a mão na hora do apelo já estão salvos, e que portanto, ao voltarem para a realidade dura e pecaminosa do mundo, escorregam e caem no pecado e em suas garras malignas.
Por isso mesmo:
1) Não faço apelos nas mensagens que prego. Sou do tipo de pregador que não concorda com tal prática por vê-la como anti-bíblica que é (Leia o sermão de Pedro em Atos 2 eveja se você encotnrará algum apelo xexelento do tipo que vemos hoje – mas, verá uma mensagem veredadeiramente evangélica que denuncia a podridão do ser humano e a Graça Salvadora de Deus, e por isso verá que houvemuitas conversões), prática que foi inventado no calor do Humanismo dos séc. XVII e XVIII por pregadores que em algum momento pensaram que somente a Bíblia não era suficiente para salvar o pecador, mas era necessário um “desafio” um “apelo” para que eles se comprometessem.
2) Discordo de você com relação à segurança da salvação, pelos motivos que já expus.Se houve verdadeira conversão, houve salvação. Uma vez transformados em “filhos de Deus” por crermos Nele (cf. Jo 1.12), haverá alguma força, poder, criatura, circunstância ou se lá mais o que que poderá fazermos regradir à condição de meras criaturas perdidas? Se houver, então isso não consta na Bíblia. Tão perigoso quanto se enganar com uma pseudoconversão, é viver temeroso por perder a salvação ao nosso primeiro descuido. Quem foi salvo por Deus, não foi salvo somente do inferno vindouro, mas,dos poderes que operam neste mundo, a saber, Satanás e seus anjos, e principalmente, dos poderes do pecado. Logo, se alguém que se diz salvo deve viver conforme as “boas obras as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Logo, se alguém é um escolhido de Deus para herdar os céus, também foi escolhido para viver conforme a vontade Dele. Este é um que foi salvo e para sempre está salvo.
Olivar
Olá Georges Nogueira, tudo bem?
Eu sempre tive uma dúvida sobre essa questão, e agora lendo a sua matéria me acendeu mais ainda essa dúvida.
Como podemos explicar cristãos que já estão firmes na caminhada e ainda passam por essa situação, onde são possuidas pelo demônio?
Já vi até pessoas que realizaram “Cura Interior”(Particularmente sou contrário há esse ensimamento) e mesmo assim ainda manifestam demônios, como explicar isso?
Como já foi citado, se somos habitação do Espirito Santo, como algum demônio pode manifestar nos cristãos?
Obrigado pela atenção.
Olá, Jhony Viana, seja bem-vindo ao site!
Desculpe-me pela demora em respondê-lo, mas tenho tido pouco tempo.
De qualquer forma, suas perguntas já estão respondidas no próprio texto.
Você perguntou:
“Como podemos explicar cristãos que já estão firmes na caminhada e ainda passam por essa situação, onde são possuidas pelo demônio?”
Creio que deixei bem claro no texto que você está comentando que isso não acontece. Quem “está firme na caminhada” não pode ser possuído por demônio algum.
Você também perguntou:
“Já vi até pessoas que realizaram “Cura Interior”(Particularmente sou contrário há esse ensimamento) e mesmo assim ainda manifestam demônios, como explicar isso?”
Lhe respondo que o simples fato de a pessoa ter realizado uma “cura interior”, demonstra que a mesma esté bem distante do Evangelho. Não vejo base bíblica alguma para isso, pelo menos até que alguém me mostre.
Por fim, você perguntou:
“Como já foi citado, se somos habitação do Espirito Santo, como algum demônio pode manifestar nos cristãos?”
Eu não disse que algum demônio pode se manifestar num cristão cheio do Espírito. Eu afirmei justamente o contrário. Releia o texto com mais atenção, e você verá.
Caso tenha qualquer outra dúvida, estou à sua disposição.
A PAZ DO SENHOR SEU ESTUDO MUITO ME ACRESCENTOU ME EDIFICANDO SOU TESTEMUNHO DE QUE EXISTE SIM UM PROCESSO DE CONVERSAO PARA ALGUNS LENTO ,PARA OUTROS RAPIDOS E OUTROS DOLOROSOSOS PORQUE APRINCPIOS EU AMAVA A ESCURIDAO E MEU PRAZER ERA SATISFAZER A MINHA VONTADE MAIS NO MEU INTIMO EU QUERIA DEUS ,MUNDANCAS DE VIDA O MAIS DIFICIL ? ENTREGAR O CENTRO DE SUA VONTADES QUE ? O CORAO?AO GUANDO PELA PRIN]MEIRA VEZ MINISTRARAO LIBERTA?AO EM HAVIA MUITOS DEMONIOS EM MIM APOS ISSO FIQUEI CUSTIANO DOIS PENSAMENTOS UM P? NA IGREJA OUTRO NO MUNDO ATE UM DIA EU HOUVI A VOZ DE JESUS ME CONVENCENDO DO SEU AMOR E AINDA SIM EU TERIA DENTRO DE MIM CONFLITOS INTERNOS .ANGUSTIAS A DEPRESSAO ERAM SENTIMENTOS QUE DOMINAVAM A MINHA MENTE MESMO ESTAO ALI DENTRO DA IGREJA CONFESSANDO JESUS SOMENTE COM A BOCA MAIS NAO CRIA NO MEU CORA?AO MAIS UM EU CONHECI A VERDADE E VERDADE ME LIBERTOU JOAO 8 ,32 DESDE DESSE DIA COMECEI A TER EXPERIENCIAS COM DEUS E HOJE PASSOU -SE 7 ANOS EU POSSO ASSEGURA MUITAS LUTAS SE PASSARAM LUTAS INTERNAS HOJE VERDADEIRAMNETE POSSSO DIZER EU ESTOU LIBERTA AMEN GRA?AS A DEUS OBRIGADO JESUS LOUVO A DEUS PELA SUA VIDA PASTOR GEORGES NOGUEIRA A SUA VISAO SEJA AMPLIADA E LUGARES MAIS PROFUNDOS VC POSSA IR