
Feliz Natal
Os cristãos devem celebrar o Natal? Para responder a esta pergunta, como a qualquer outra, devemos recorrer às Escrituras. Mas o que fazer quando a Palavra de Deus não diz nada sobre um assunto específico? Ora, não há sequer uma palavra em toda a Bíblia que diga que se deve observar a data do natal. Também não há nenhuma palavra que o proíba.

O Concílio de Nicéia
O século quarto deu início ao período em que a Igreja começou a delinear a manifestação de sua crença, tal como é até os dias de hoje. Este processo se deu através da superação de várias divergências teológicas. Nos séculos anteriores, como já dissemos aqui, Jesus Cristo era o assunto fundamental do pensamento da Igreja, como deveria ter sido sempre.

O traidor é o patrono dos gnósticos
O termo gnosticismo deriva da palavra grega gnosis (conhecimento). Foi um movimento que se alastrou pelo oriente e em especial pela Ásia Menor no século segundo. Os gnósticos defendiam que possuíam conhecimentos espirituais secretos e elevados que, segundo os próprios, tornava-os superiores aos cristãos comuns que não tinham o mesmo privilégio. O grande perigo do gnosticismo residia em sua semelhança com o cristianismo, o que causava grande confusão entre alguns cristãos

Cena do fillme Lutero: as 95 teses.
Quando anunciei estes artigos acerca da Reforma Protestante no início do mês, tinha a intenção de postar alguns textos sobre os períodos mais relevantes da história da Igreja, e neste dia 31 de outubro culminar com um texto específico sobre a Reforma em si.

- Ponte Mílvio: local da vitória de Constantino sobre Maxêncio.
Como já vimos nos posts anteriores, as duras perseguições à Igreja de Jesus permaneceram até o ano 311, quando o imperador romano do oriente Gaius Galerius Valerius Maximianus, então às portas da morte, publicou o Édito da Tolerância, descriminalizando do cristianismo junto com seu César Licínio e pediu orações aos cristãos pelo seu restabelecimento.

O símbolo de Constantino
Roma foi palco da maior de todas as mudanças políticas de sua história no início do século quarto. O famoso édito de Milão mudou definitivamente a história mundial, como discutiremos adiante. Voltemos, contudo para o governo ocidental de Constâncio I, também conhecido como Cloro (o pálido), que durou de 305 a 306. Foi pai de Constantino, chamado “o Grande” e foi casado com Júlia Helena, sobre cuja origem os historiadores não estão de acordo

A paganização da Igreja
A dinâmica do desenvolvimento da Igreja no século terceiro apresentou poucas novidades em relação ao ocorrido no século segundo e já exposto nos posts anteriores. Antes, o século terceiro foi palco do aprofundamento dos problemas vividos nos século segundo, e de uma profunda mudança organizacional na Igreja, que visava proteger a fé e resistir aos ataques externos que nesse século se dariam tanto por parte dos imperadores romanos quanto das heresias que tentavam a todo custo perverter a sã doutrina do Evangelho.

Panteão Romano: templo de todos os deuses
Crise do terceiro século foi o nome dado a uma série de acontecimentos catastróficos ocorridos no Império Romano ao longo do século III, ou mais precisamente do ano 235 ao ano 284.Já naquele século, as relações entre Cristianismo e império romano haviam se transformado, embora nem todos tivessem percebido.

Escultura representando o tetrarcas de Roma
A rejeição do exército romano a Carino, culminou na eleição de Diocles, oficial do Estado-Maior, que assumindo a púrpura imperial, assassinou Aper pessoalmente. Esse mesmo Diocles passou à História como o imperador Diocleciano. Em 285, Carino foi morto em combate perto de Belgrado e Diocleciano passou a controlar todo o império.

Efígie de Carino
Galiano foi sucedido por Cláudio II, considerado o primeiro dos imperadores ilírios, militares de carreira oriundos de uma província de romanização tardia, homens humildes e com quase nada da instrução literária refinada da elite romana tradicional, centrada no Senado, que haviam ascendido aos postos mais elevados nas fileiras do exército romano exclusivamente por mérito profissional, todos fanaticamente convencidos da grandeza de Roma e da eternidade do Império, que a partir daí iriam dirigir os destinos do Império no sentido da sua cada vez maior militarização e burocratização. Apesar disto, foi divinizado pelo Senado após sua morte.
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