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Breve exegese de Colossenses 1

Pregar o Evangelho a TODA criatura!
Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Cl 2.8).
Em discussão recentemente travada em outro blog, fui desafiado por um jovem que tentava me convencer de uma das peculiaridades de um cristianismo que embora eu compreenda e respeite, me é estranho, por ter seus fundamentos firmemente estabelecidos sobre uma doutrina humana. Neste ponto, a afirmação de que “Embora eu compreenda e respeite” deve receber especial ênfase.
Essa estranha peculiaridade é a que afirma que a apenas alguns Deus quer salvar, enquanto o próprio Deus escolheu outros para que perecessem. Para sustentar sua teoria, este jovem cristão pretendeu isolar um versículo específico de Colossenses em uma pergunta onde me dava três alternativas pré-formuladas por ele. O único problema é que nenhuma das alternativas que o mesmo sugeria como resposta resistia a um exame de lógica, mesmo que superficial.
Em atendimento à demanda artificialmente criada, segue detalhamento da pergunta que me foi feita, seguida de breve análise do primeiro capítulo de Colossenses.
A questão, exatamente como foi formulada:
“Nesse texto, o que significa a palavra ‘toda criatura’?
Colossenses 1:23
‘Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado A TODA CRIATURA que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro’
Opções:
A-TODA CRIATURA MESMO! Animais, plantas, micróbios e todos os homens da face da terra.
B-TODOS OS HOMENS da face da terra, até mesmo do Japão, India, e Américas (que ainda nem haviam sido descobertas).
C-Ou podemos RACIONALMENTE deduzir que ele usava uma Figura de Linguagem? Que Toda a Criatura no versículo não quer dizem NEM Todos os Homens???’”
Em virtude da mordomia cristã, faz-se imperativo que eu lhe esclareça alguns pontos acerca da correta exegese de textos bíblicos e outros temas relativos a sua pergunta.
O Contexto da carta de Paulo aos Colossenses:
Colossos era uma cidade na parte setentrional do vale do Licós. Era uma cidade significativamente menor que suas duas vizinhas famosas, Hierápolis e Laodicéia.Nestas três cidades havia Igrejas cristãs, conforme a própria carta aos Colossenses (4.13,4.15-16).
Paulo está escrevendo a referida carta a uma Igreja fundada por Epafras, que ele mesmo, Paulo, ainda não havia visitado (1.7, 2.1, 4.12). Mesmo assim, Paulo se sentia responsável por ela, visto que essa era uma Igreja constituída por cristãos gentios predominantemente. (1.21,1.27,2.13). Como podemos ver em Fl. 23, Epafras Estava com Paulo na prisão (1.8, 4.12), o que pode servir como indício para crermos que Epafras pode ter buscado conselho com Paulo graças à situação preocupante em que a Igreja de Colossos se encontrava então.
Tal situação preocupante tinha fundamento e lastro no fato de alguns hereges estarem inserindo ensinamentos que poderiam facilmente afastar os cristãos de Colossos da pessoa do Senhor Jesus Cristo. Tais ensinamentos defendiam, entre outras coisas, que alguns feriados precisavam ser guardados de forma especial (2.16), que havia importância nas leis cerimoniais de alimentação (2.16,2.21), e que todos precisavam levar uma vida ascética (2.20-23). Criam, acima de tudo, que era de fundamental importância respeitar os “princípios elementares deste mundo” (2.8), bem como adorar aos anjos, como seres sobrenaturais (2.18).
Paulo combate na carta estas idéias, nomeando-lhes conforme mereciam. Chamava-as de “filosofias e vãs sutilezas”. Paulo as combate com veemência justamente por saber que o ascetismo toma coisas periféricas como se fossem aspectos centrais do cristianismo, negligenciando desta forma o ponto central deste mesmo cristianismo que é a revelação de Deus na pessoa de Jesus Cristo. Podemos afirmar com certeza que Paulo sabia que a Igreja estava em perigo graças à influência desses falsos mestres, mesmo que estes tivessem até então tido pouco sucesso em perverter o Evangelho entre aqueles cristãos. Ainda assim, Paulo sabe ser preocupante a ameaça (2.4, 2.8, 2.20).
A ênfase teológica da Carta:
Paulo transmite nesta carta sua convicção acerca da verdade de que Jesus Cristo é a revelação completa e corporal de Deus, e, por conseguinte, Senhor de todo o universo. Demonstra-nos que não há outros poderes que deveríamos adorar. Paulo combate nesta carta a heresia então muito disseminada por alguns dos citados falsos mestres, deixando claro aos crentes de Colossos que um estilo de vida ascético com o fim de manter a unidade com o cosmo desvia a pessoa do Senhor Jesus Cristo, e por isso deve ser abandonado.
Breve análise do capítulo 1:
A grande maioria dos estudiosos dos textos gregos concorda que a carta de Paulo aos crentes de Colossos pode ser dividida da seguinte maneira:
1.1-2 – Cabeçalho;
1.3-12 – Prólogo;
1.13-3.23 – Primeira parte: Jesus Cristo Senhor do universo;
3.1-4.6 – Segunda parte: Vida sob o senhorio de Jesus;
4.7-18 – Conclusão da carta: Notícias, Recomendações, Saudações.
Neste ponto, é interessante notar como o final da primeira parte se mescla com o final da segunda parte da carta. Vamos manter nosso foco no capítulo 1, que é o que nos interessa de fato, diante da questão suscitada. A leitura dos primeiros doze versículos desta carta paulina apenas provará ao leitor o acerto da divisão exposta acima. Por este motivo é que passo a detalhar a análise do trecho compreendido entre os versículos treze a vinte e três deste primeiro capítulo.
Podemos afirmar sem erro que o que se segue no trecho em apreço amplia a compreensão de Paulo sobre a graça de Deus. Esta é a sua confissão de fé, adaptada de e para os seus leitores Colossenses.
Esta confissão de fé de Paulo consiste em três partes, cada uma ecoando uma importante tipologia bíblica ou um tipo de graça salvadora da parte de Deus. O teólogo Richard Hays afirmou ainda no fim dos anos oitenta que as alusões e citações da Escritura feitas Paulo provêem seus leitores com indícios específicos para clarificar a sua compreensão de Deus e auxiliar na luta dos seguidores de Jesus para continuar a confiar em Deus, mesmo em face de uma crise de fé.
As tipologias bíblicas da graça salvadora de Deus formam o fundamento da própria compreensão de Paulo sobre sua fé em Cristo. Por exemplo, a primeira parte da sua confissão (1:13-14) ecoa a história bíblica do Êxodo de Israel. No tratamento que Paulo dá a este evento salvífico, a salvação dos cristãos é um tipo de êxodo: os cristãos sofreram um êxodo do pecado. A graça de Deus uma vez mais, livrou-os do mal e da morte, desta através do perdão dos seus pecados, e que os transformou em um reconstituído e restaurado Israel.
A segunda parte da confissão de fé de Paulo (1:15-20) alude à criação de Deus, natural e espiritual, como um outro tipo de graça salvadora de Deus. Neste caso, os crentes populam a nova criação de Deus, e sua celebração e participação no senhorio de Cristo sobre toda a criação, devem mostrar as intenções originais de Deus para a humanidade, corrompida pelo pecado, que está agora sendo conduzida pela graça de Deus em sua vida congregacional.
A parte final da confissão de Paulo (1:21-23) diz respeito à nova era da promessa profética, quando a salvação de Deus será trabalhada na vida do Seu povo. Aqueles que já vivem em Cristo, dentro desta dispensação prometida, quando as intenções do Redentor para a sua criação são realizadas. Juntos, esses três tipos da graça de Deus no Antigo Testamento, resultando em um novo êxodo, uma nova criação e uma nova era constituem a base bíblica da verdade à qual Paulo vai consistentemente apelar no resto da carta, a fim de encorajar uma fé mais madura em Colossos e corrigir uma falsa doutrina perigosa.
O versículo citado pelo jovem cristão:
O versículo específico citado pelo jovem na pergunta em apreço se utiliza de uma figura literária denominada hipérbole, que é utilizada como forma de engrandecer ou diminuir exageradamente uma afirmação. É largamente utilizada ainda em nossos dias. Quem nunca disse que “morreu de rir” de alguma coisa? Ou que o calor é tamanho que está “pegando fogo” ?
Neste versículo, Paulo faz uso de tal recurso de linguagem para dar ênfase a ao alvo global do Evangelho que de fato é composto por TODOS os homens. Paulo quis demonstrar a dimensão de seu ministério.
Conclusão:
Caro jovem, persista em seus estudos, e você ainda aprenderá que uma teoria acerca de uma exegese bíblica e que se dispõe a demonstrar a natureza e/ou a extensão do plano salvífico de Deus não pode se firmar unicamente em UM versículo. Menos ainda quando este se utiliza de uma figura de linguagem. Em sua tentativa, você não provou nada senão uma profunda necessidade de aprofundar seus estudos acerca das Escrituras.
Em tempo: este estudo deveria ser, originalmente, uma exegese. Mas acabei acreditando que a análise do texto como está seria mais proveitosa a todos.
Indicar
Georges,
Agradeço de coração a forma cordial com que me tratou, e o seu conselho no final do seu post, para eu persistir em meus estudos. Agradeço de coração mesmo. Sua educação e amor cristão me constrangeram. Pena que nem todos são assim.
Mas agora, amado Georges, não estou tentando de forma alguma distorcer o seu texto, MAS, se você analisar bem, verá que na realidade o seu texto COLABORA com a minha visão, e com a idéia principal que é “A sentença ‘Toda Criatura’, em Cl 1.23 NÃO SIGNIFICA ‘Todos os homens sem exceção’, mas é uma figura de linguagem”.
Não sei se percebeu isso, mas explicarei, Deus sabe, sem nenhum tipo de manipulação ou distorção:
Eu perguntei:
“Nesse texto, o que significa a palavra ‘toda criatura’?”
E deixei claro, nas minhas opções de respostas, qual é a minha visão:
“C-Ou podemos RACIONALMENTE deduzir que ele usava uma Figura de Linguagem? Que ‘Toda a Criatura’ no versículo não quer dizer ‘Todos os Homens’???”
Eu defendo a idéia, e já repeti isso diversas vezes, que sempre que aparecem as expressões “Todos, Todo o mundo, Toda a criatura, Mundo e etc”, deve-se sempre analisar o contexto imediato e o conjunto geral da Bíblia para sabermos exatamente o verdadeiro significado de tal palavra.
E exatamente isso foi o que você fez e defendeu também, fazendo coro comigo!
Vou destacar esses pontos em seu próprio texto:
“O versículo específico citado pelo jovem na pergunta em apreço SE UTILIZA DE UMA FIGURA LITERÁRIA DENOMINADA HIPÉRBOLE, QUE É UTILIZADA COMO FORME DE ENGRANDECER OU DIMUNUIR EXAGERADAMENTE UMA AFIRMAÇÃO”
E conclui:
“Neste versículo, Paulo FAZ USO DE TAL RECURSOS DE LINGUAGEM para dar ênfase a ao alvo global do Evangelho que de fato é composto por TODOS os homens. Paulo quis demonstrar a dimensão de seu ministério.”
Logo, quando Paulo diz “o qual foi pregado A TODA CRIATURA que há debaixo do céu”, ele usou uma figura de linguagem, para “exagerar”. E o Evangelho não foi, infelizmente, PREGADO (passado) à toda criatura que existe.
Espero ter compreendido. Na realidade, você defendeu a correta interpretação de palavras “generalizatórias” (inventei agora…), tipo “mundo”, “todo o mundo”, “todos”…
Um abraço.
Caro Neto:
Creio que você deve ter percebido que eu não citei seu nome em momento algum, justamente para não parecer que estava sendo revanchista ou agressivo com você.
Quanto ao seu posicionamento, não houve engano algum.
Eu jamais me manifestaria contra a verdade para agradar a qualquer que fosse ou simplesmente para defender um ponto de vista. Não seria cristão. Seria leviandade.
Concordo com você que não se pode basear nenhuma defesa de nenhuma teoria em um único versículo, principalmente quando neste versículo é utilizada tal figura de linguagem.
Desta forma, concordo com você, e não teria como discordar, no que tange à figura de linguagem utilizada pelo Apóstolo, mas aproveito a oportunidade para lhe mostrar que este versículo apenas não basta para a defesa de sua teologia.
O que não significa que ela não possa ser provada por um estudo mais completo. Por isso eu lhe dizer que deve aprofundar seus estudos.
Em Cristo,
Georges Nogueira.
Neto e Georges,
Gostei do tratamento dado ao texto e da forma respeitosa como se referiram mutuamente. Creio que serviu à causa da verdade.
Em Cristo,
Clóvis
Editor do Cinco Solas
Caro Georges,
Era isso o que eu estava querendo dizer lá no 5 Solas… Que “sempre dependemos do contexto imediato e do todo Bíblico para entender de verdade o que uma palavra “generalizadora” quer dizer”… Vixi, nem sei quantas vezes eu disse essa frase… (risos)
Peço perdão se o erro foi MEU, ao tentar comunicar isso. Se foi arrogancia, excesso de brincadeira, ou até mesmo simplesmente dificuldade na argumentação, e falta de clareza.
Com certeza, temos que nos aprofundar nos estudos.
E sempre que precisar, quando tiver dúvidas ou quiser conversar, estou por aqui, ou no 5 solas. Claro, se eu tiver dúvidas, pode se preparar…. (risos)
Deus abençoe.
Georges,
você disse:
“este versículo apenas não basta para a defesa de sua teologia.”
Concordo totalmente!
Por isso, fique à vontade em meio aos nossos estudos mútuos!
=)
Olá Georges, Neto e Clóvis…
Fiquei pensando se deveria me manifestar, mas como eu também participei dos comentários, inclusive pedindo para que o assunto progredisse além da rusga com o Neto (se bem que eu acho que comigo foi mais enlevada…rsrsrs). Decidi posta meu comentário sobre seu texto. Usarei pontos para organizar os meus pensamentos:
1 – “estranha peculiaridade” – é a doutrina da graça: Eleição [ou escolha] é o imutável propósito de Deus pelo qual ele fez o seguinte: Antes da fundação do mundo, por pura graça, segundo o soberano bom propósito da sua vontade, ele escolheu em Cristo para a salvação um número definido de pessoas em particular dentre toda a raça humana, a qual caiu de sua inocência original, por sua própria falta, em pecado e ruína. Aqueles escolhidos não foram nem melhores nem mais merecedores que os outros, mas se prostram com eles na mesma situação de miséria. [Deus] fez isto em Cristo, o qual também designou desde a eternidade para ser o mediador, o cabeça de todos os escolhidos, e o alicerce de sua salvação. E assim [Deus] decidiu dar os escolhidos a Cristo para serem salvos, e chamá-los e efetivamente atraí-los à comunhão com Cristo através de sua Palavra e Espírito. Em outras palavras, ele decidiu conceder-lhes verdadeira fé em Cristo, justificá-los, santificá-los, e finalmente, após sua poderosa preservação em comunhão com seu Filho, glorificá-los. Deus fez isto tudo para demonstrar sua misericórdia, para louvor das riquezas de sua gloriosa graça.
Era isso que estava no topo dos comentários, seguido dos seguintes textos de apoios, Ef.1:4-6,11, Rm.8:30, Jo 17:2, 12, 17:24,6:37-44 e 1Co 1:9,
Com a qual você concordou, como disse: “Irmão Clóvis, se a doutrina da Eleição se resumisse EXATAMENTE ao que o irmão escreveu neste artigo, eu a defenderia com unhas e dentes.” Assim seria bom você colocar o link para chegar a matéria e aos comentários que geraram o seu texto.
2 – A teoria (doutrina da Eleição) não é argumento do jovem (que aqui já se sabe chamar Neto), ela é parte integrante de um corpo doutrinário da Igreja Reformada, um documento histórico chamado Cânones de Dort de 1618 a 1619, apelido de 5 pontos do calvinismo em defesa a heresia arminiana.
3 – A isolada pergunta baseada em cl 1;23 não era a defesa dele a essa doutrina (estranha peculiaridade), e sim uma demonstração de que o contexto tem que ser analisado e foi inicialmente apresentada para outro debatedor e depois, também, foi dirigida a você.
4 – Como prova a sua dissertação, a afirmação inicial de que as três assertivas não passavam em um exame de lógica ficou prejudicada, sobre tudo quando, você nos comentários deu a entender que concorda com o posicionamento do Neto.
Afinal, você concorda ou não com ele?
5 – Achei excelente o seu texto, e embora não seja essencialmente uma exegese, nem mesmo uma breve exegese, realmente ficou muito bom. É uma análise perfeita, se destacada da motivação, da síntese e da conclusão.
a) motivação: o objetivo era contrariar a afirmação exegética do Neto, o texto “andou” muito mais no âmago da discussão ficou curto;
b) Síntese: A análise ou e breve exegese do texto, não dão base para você afirmar que a expressão “todas as criaturas” se referem a todos os homens e nem o que esse versículo é a exposição do objetivo do Evangelho.
c) conclusão: sua conclusão foi nula, afinal o Neto, não disse que o plano salvífico de Deus se resume em um único verso, ele apenas apresentou um exemplo aonde o contexto bíblico e literário deve dirigir a interpretação/tradução de um termo.
6 – Devo considerar que o tom amistoso é um progresso enorme para o crescimento mutuo, no qual eu me incluo, e que certo de sua sinceridade estamos prontos para ler, comentar, perguntar e responder, “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4;12 e 13).
Na paz daquele que é o verdadeiro pastor.
Esli Soares
Caros irmãos Neto e Clóvis, Reverendo Esli:
Sua presença neste blog é motivo de alegria. Com certeza vocês poderão elevar em muito o nível dos debates. Acredito mesmo que vocês poderão auxiliar grandemente no objetivo principal deste que é a evangelização.
Irmão Neto:
Minha intenção foi exatamente a de iniciar uma nova discussão, partindo do SEU pressuposto. Temos essa possibilidade aqui.
Reverendo Esli:
Isso que o amado chama de doutrina da graça eu vejo como um manifesto político como o foi o sínodo de Dordrecht e seus resultados. Assim como o Reverendo tomou liberdade de postar em seu comentário sua visão de tal evento, tomo a liberdade de lhe deixar como resposta a resposta que Simon Episcopius deu aos seus perseguidores financiados pelo estado em Dordrecht:
“O Senhor julgará entre nós sobre as artimanhas e mentiras que vocês prepararam para nossa acusação.”
Como já disse ao Reverendo mais de uma vez, não acredito que nem o calvinismo nem o arminianismo são completamente bíblicos, tendo seus extremos gerado mais dissensão e entraves para a obra do Senhor do que de fato colaborado com ela. Por esse motivo mesmo peço-o que trate com mais respeito aos meus irmãos arminianos, lembrando-o de que um próximo comentário ofensivo de sua parte será moderado. O Reverendo diz ao final de seu comentário que considerava o tom amistoso de ambos como um “progresso enorme para o crescimento mutuo, no qual eu me incluo”, motivo pelo qual eu lhe pergunto: o Reverendo acredita mesmo que tachando àqueles de quem discorda de “hereges” o Sr. Está sendo amistoso?
Quanto à sua apreciação do texto, muito me alegra que o Reverendo tenha gostado, pois foi esforço sincero. De fato, era meu plano inicial fazer uma exegese, mas o desenrolar do estudo me convenceu de que seria melhor postar esta análise, pois esta seria tanto mais proveitosa que a exegese que acabou por se impor ante aquela. Quanto às objeções que o Sr. coloca, respondê-las-ei na ordem em que me foram propostas:
a) O objetivo, na verdade, era o que afirmo no texto: “Em virtude da mordomia cristã, faz-se imperativo que eu lhe esclareça alguns pontos acerca da correta exegese de textos bíblicos e outros temas relativos a sua pergunta.”;
b) Eu de fato não afirmei nenhuma destas coisas;
c) O Sr. Não pode afirmar que minha conclusão foi nula. Para isso o Sr. Deveria ter se baseado no que eu digo na conclusão, e não no que o Sr. Imagina erroneamente que tenha sido meu objetivo ou no que o irmão Neto tenha dito no outro blog.
Finalmente, gostaria muito que qualquer discussão que tivéssemos aqui, partisse deste post e de seus comentários, sem que o Reverendo ficasse transcrevendo posts e comentários de um blog a outro.
Em Cristo,
Georges Nogueira
Resumindo é totalmente a Graça de Deus que faz sermos Salvos.
Claro que sim, Jonas! Senão Deus, quem poderia salvar o pecador?
Não é nessa afirmativa que reside o erro da teologia calvinista.
E que Deus é o único que pode salvar é consenso entre os cristãos, não é verdade?
Caro irmão Georges e demais irmãos,
Tão logo fui notificado do texto vim, li e voltei. Confesso que fui meditar se deveria ou não expor a minha real posição, ou apenas postar algo neutro, que não suscitasse divergências (confesso que ando meio cansado de tudo isso). Esperei até que os comentários fossem surgindo (eu sabia que viriam) e como as conversas seriam conduzidas. Á excecão de algumas pequenas arestas, tudo está fluindo bem, a meu ver.
Nesse diapasão, permita-me Georges, dizer algumas coisas com absoluta sinceridade: 1) na minha humilde e não tão abalizada opinião, penso que um blog de viés apologético, como o seu, o meu e tantos outros, vai suscitar discussões sempre, inclusive, com posições exacerbadas, o que considero normal; 2) nesse sentido, sinceramente, não considero ofensivas as considerações do Pr. Esli, senão uma forma dura de defender os seus pontos de vista, mas sem desrespeito; 3) quanto ao texto, há de se reconhecer que está muito bem alinhavado, por isso, receba as minhas congratulações; 4) quanto à refutação às afirmações iniciais do Neto, de fato ela não se materializou, pois foi reconhecido que “Todos”, naquele contexto do verso bíblico, realmente é considerado como hipérbole (figura de linguagem), exatamente o que o Neto havia afirmado desde o princípio no CS , consoante poderá ser confirmado pela leitura dos comentários ao texto em referência, comentado alhures.
Repito o que venho afirmando incansavelmente, negar que as doutrinas da graça são bíblicas é um absurdo sem tamanho; não concordar com elas é um direito. Em tese, os homens são “livres” para se posicionar como melhor entenderem (pelo menos como ser natural). E afirmo sem qualquer hesitação que o calvinismo é muito mais fiel às escrituras do que o arminianismo, que se vale de uma interpretação extensiva e muitas vezes dissociada do texto bíblico para a prova do indefensável. E, por favor, compreenda que não estou afirmando que você é arminiano. É apenas uma análise fria dos dois lados, procurando ser o mais imparcial possível, mas partindo de um pressuposto reformado, portanto, não completamente imparcial (primando pela sinceridade).
Quanto aos excessos, ambos os lados os promovem. Quanto aos pressupostos, não há linha teológica que seja completamente correta, pois isso levaria à perfeição, estado que ainda não alcançamos.
Finalmente, espero que o seu texto possa ser o início de uma convivência tranquila entre todos, independentemente do seu viés teológico. Que as posições contrárias possam ser aceitas, mesmo quando as convicções pessoais levarem a afirmações mais firmes, porém não desrespeitosas. E que a diversidade possa nos enriquecer em edificação no Corpo de Cristo, sabendo que a Graça é o que nos salva, e é esta dom de Deus, de tal maneira que nem arminianos, nem calvinistas, nem qualquer cristão de qualquer linha venha a se gloriar nela. Suportando-nos em amor…
Grande abraço a todos os irmãos!
Em Cristo, o autor da nossa salvação!
Ricardo
Amados,
Eu, sinceramente, não vejo motivo algum para continuarmos um debate aqui, pelo menos com relação à esse assunto “minha conversa com o irmão Georges sobre Colossenses”.
Ao meu ver sincero, o irmão Georges ESTÁ DE PARABÉNS, pois nós éramos de opiniões diferentes (ele dizia que era impossivel a palavra “Toda Criatura” ter outro significado senão o literal) e eu, mesmo de uma forma débil, tentei mostrar que isso não era saudável para uma boa extração do texto Sagrado, e conduzia ao erro…
E o que ele fez? Ao invés de ficar com “birra”, fez algo que eu não esperava, em uma época como a nossa: Ele mesmo foi buscar a verdade na Bíblia, com sinceridade de coração e, após fazer a análise, MUDOU DE IDÉIA, pois se submeteu ao que a BÍBLIA diz!
Eu não vejo uma qualidade de um cristão tão grande como essa: A humildade de reconhecer um erro perane a Palavra, e na frente de tantos outros, como o fez aqui.
Espero que possamos seguir o seu exemplo!
E, irmão Georges, podemos sim continuar nossos estudos a partir de OUTRO DEBATE: O significado de outras palavras “generalizatórias” (Patente requerida! rs) em outros versículos biblicos, para ajustarmos as nossas cosmovisões à Palavra de Deus, jogando um “colírio do céu” nos nossos olhos…
Um abraço à todos!
Georges,
Fique tranqüilo não tenho intenção de comentar novamente no seu blog, provavelmente não farei isso de novo. Como o critério de moderação é seu nunca teria, realmente, oportunidade de contraria vc aqui. O que é uma pena…
Só lembrando, no blog do Ricardo, você reclamou dessa atitude de censura… então seja coerente e no mínimo não use essa mesma tática.
Porém se o seu espaço for apenas para o aceite irrefletido de sua eloqüentes considerações, seja honesto e declare isso abertamente.
Por fim, eu sempre afirmei que não tenho intenção de debater com vc ou qualquer um sobre doutrinas reformadas x heresias humanistas.
Esli Soares
Irmão Neto: Glória a Deus pela concordância, então.
Reverendo Esli: Lamento muito que o Sr. não seja capaz de dialogar sem ofender o próximo. Gostaria muitíssimo que o Sr. continuasse entre nós, e creio que sua presença pudesse abrilhantar qualquer discussão, como disse em meu comentário anterior. Eu jamais disse ao Sr. ou a quem quer que fosse que não aceitaria opiniões contrárias à minha. Tanto que seus comentários foram todos publicados. Apenas lhe disse que moderaria caso o Sr. insistisse em ofender aos demais, acreditando que o Sr. fosse capaz de questionar e discordar sem ofender ao outro, por julgá-lo um cristão cheio da temperança que é um dos frutos do Espírito. Mas o Sr. demonstrou que não tem essa capacidade de dialogar sem ofender a quem discorda do Sr., ao repetir em seu último comentário exatamente o termo ofensivo que o Sr. havia utilizado no comentário anterior. Perdoe-me se o julguei mal por ter do Sr. este conceito de que o Sr. pudesse ser temperante. E acredite: orarei pelo Sr., para que Deus lhe dê esta temperança.
Em Cristo Jesus,
Georges Nogueira.
Georges…
Vc é muito engraçado, diz que eu ofendi, me ofendendo… mas como vc está se mostrando um mestre em fugir do assunto, não vou levar isso para o pessoal, entendendo que é uma de suas táticas de debate.
Heresia (do latim haer?sis, por sua vez do grego ???????, “escolha” ou “opção”) é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinal organizado ou ortodoxo. A palavra pode referir-se também a qualquer “deturpação” de sistemas filosóficos instituídos, ideologias políticas, paradigmas científicos, movimentos artísticos, ou outros.
O arminianismo é uma heresia sim, a teologia do processo, da prosperidade e inúmeras outras, são desvios da sã doutrina cristã, ora mais ora menos importantes, mas com certeza são heresias.
Afirmar isso não é mais ofensivo que me chamar de destemperado.
Se nos seus melindres, vc não tenha coragem de assumir uma posição não critique quem tem. A soterologia Reformada, do que trata os 5 pontos do calvinismo, é oposta ao arminianismo, não há como crer em um e no outro. Vc pode até dizer que não concorda com ambos, é seu direito, exerça-o! Mas não peça para que um participante de um aceito como certo o outro.
Não chamar de ‘errado’ o erro, não é mordomia cristã, é tolerância condenada na Bíblia. Devemos ensinar o correto e combater os desvios da fé.
É assim que vc faz, é para isso que vc tem o blog… em disputa sobre a Bíblia Dake, vc disse “Herege, pedófilo e racista”, dentre tantos outros adjetivos; sobre o monergismo, vc lembra que o chamou de abominação?
Mas como vc está desviando do assunto, eu pergunto:
Vc concorda ou não com o Neto, sobre a questão do ‘toda a criatura’?
Se concorda, isso quer dizer que a sua fala lá no 5 solas estava errada. Então admita isso e continue aquela questão – lá de preferência, para mostra seu caráter de homem cristão, que não se envergonha de admitir que estava errado – mas, não promova outra antes disso. Se assim não for, será contraproducente seu blog ou suas participações em qualquer um.
Se não concorda, retire seu texto daqui pois ele depõem contra a sua lógica.
Volto a dizer, não vou discutir, com vc ou com qq outro esses assuntos. Mais uma que vez vc desviou o assunto em si, e me destratou, estou respondendo vc.
Esli Soares
p.s.: Por favor, não me chamar de ‘reverendo’, é bobagem, uma vez que você não demonstra o mínimo respeito por mim.
Sr. Esli:
O Sr. Começa seu último comentário dizendo que eu lhe ofendi. Gostaria muitíssimo que o Sr. me dissesse: onde?
Caso o Sr. me mostre, serei digno de me retratar com o Sr. Mas não vi onde. Muito embora sua explicação acerca do significado do termo Heresia esteja absolutamente correta, não deixa de ser ofensivo que o Sr. trate assim àqueles que concordam com as teorias arminianas. Muito embora eu tenha lhe advertido mais de uma vez que não permitiria que o Sr. o fizesse, uma vez mais publiquei seu comentário. Mais uma vez fui tolerante com um erro seu que o Sr. não assume, mas lhe asseguro, como vive o Deus dos Exércitos, qualquer comentário do Sr. em que este mal comportamento se repita será moderado e deletado. Afirmar que milhares de cristãos fiéis e sinceros são hereges é uma ofensa sim, Sr. Esli. E eu não o ofendo ao lhe chamar de destemperado, porque esta não é uma qualificação que lhe atribuí aleatoriamente. Antes, é uma constatação feita a partir do comportamento que o Sr. tem demonstrado aqui. Prova de que o Sr. é um destemperado, é que o Sr. me acusa de não ter coragem porque eu não participo de sua guerrinha teológica absolutamente infrutífera! Glória a Deus pela vida de muitos cristãos verdadeiros que tive o privilégio de conhecer, que, diferentemente do Sr., não precisam ofender aos cristãos que não comungam de suas teologias para ter segurança de suas posições.
Quanto ao Finnis Dake, disse que ele foi um herege e demonstrei onde ele escreveu suas heresias. Falo a verdade somente. Disse também que ele foi um pedófilo, porque quando foi preso ele mesmo confessou sua pedofilia. Disse que ele é racista, porque ele defendeu a segregação racial em um artigo onde, desvirtuando a Palavra de Deus, ele afirmou que a Bíblia apoiava a segregação racial. Contra fatos não há argumentos.
Sobre sua pergunta inútil sobre se concordo ou não, quero acreditar que a raiva e a amargura que o Sr. demonstrou ao postar seu comentário tenha lhe cegado ao ponto o Sr. não ler os comentários antes do seu, e nem mesmo o texto do artigo que está comentando. Se o Sr. tivesse lido teria entendido, porque acredito, contra todas as evidências que seu descontrole emocional tem me dado, que o Sr. tem capacidade intelectual para compreender o que lê. Para responder à sua pergunta, peço que o Sr. leia atentamente e despido de toda mágoa e rancor, tanto o artigo que o Sr. está comentando quanto os comentários postados antes do seu último e infeliz comentário. O Sr. compreenderá, com certeza. Quanto a “retirar meu texto”, lhe pergunto: quem o Sr. pensa que é? Que autoridade acredita que possui, para vir até aqui, destratar a mim e a muitos outros cristãos, e ainda por cima acreditar que pode decidir o que escrevo ou não? Cuide de seu ego!
Quanto ao seu título de reverendo, não fui eu quem lhe deu, foi sua Igreja! Eu, particularmente não o utilizo. Minha Igreja não a utiliza. Mas, por mordomia cristã, respeito o título que é utilizado por uma Igreja cristã irmã.
Por fim, não desrespeitei ao Sr. em momento nenhum. Apenas discordei, de maneira cristã, de um comportamento errático que o Sr. demonstrou. Se o Sr. acredita que para lhe demonstrar respeito eu preciso abaixar a cabeça para tudo que o Sr. diz, sua definição de respeito se mostra bastante deturpada.
Reafirmo ainda o que lhe disse nos dois comentários em que tratei com o Sr.: que seria uma alegria para mim se o Sr. me honrasse com sua presença neste blog, não para ofender, mas para tratar do Evangelho como já o vi fazer tão bem.
Continuarei orando pela sua vida e pelo seu ministério.
Em Cristo Jesus, que é maior do que todas as doutrinas de homens,
Georges Nogueira.
Caro Reverendo Esli:
Conforme havia lhe advertido, seu último comentário foi moderado por repetir exatamente o que havia feito nos outros.
Que o Senhor lhe dê aquela paz que excede todo o entendimento.
Em Cristo,
Georges Nogueira.
mais do mesmo….
Gente cheia de si e vazia do Espírito Santo.
Gente cheia de teorias e vazia de pregação.
Gente cheia de certezas e sem vidas para levar ao altar.
Gente cheia de razões e excludentes, de especialidades e especificações e nada de salvação para dividir.
Que pena!
Cyntia,
Com todo o respeito que eu tenho pela irmã e pelo Georges, eu não generalizaria como fez neste seu último comentário. Penso que a generalização é tão ou mais perigosa do que o “discurso vazio” atacado no seu comentário.
Concordo plenamente, é uma pena mesmo.
Em Cristo, que sonda os corações dos seus.
Ricardo
Irmão Ricardo Mamedes,
Com o mesmo respeito que dispensa a mim eu ouso em insistir em minha ponderação.
E não quis ser generalista, pelo contrário, cortei carapuças a quem servia
Sei de gente que responsavelmente compreende e dispensa respeito a fé dos outros e dentro do interesse de desenvolvimento próprio analisa e absorve o que lhe aprouver.
Meu entendimento acerca da necessidade de estudos teológicos e sua eficácia já foi exposto neste blog, que o meu esposo pacientemente cedeu um espaço para que expusesse minhas idéias.
Não sou contra o discurso e o diálogo, mas como o irmão mesmo expôs diversas vezes, e nisso creio que coadunamos no entendimento, tais idéias são somente aproveitáveis áqueles que se perdem em discussões cheias de vaidades próprias.
O que é ser herege? Será que sou herege porque não creio que sou especial em nada, mas pelo contrário, luto para ser perfeita e aceitáel aos olhos de Deus?
Compreende o que eu digo?
Então respondam me todos os eruditos: quantos foram convertidos por essas discussões e trocas de farpas desse nível mediante teorias sobre como Deus define seu plano de salvação?
Tomamos o lugar de Deus, decidimos por Ele e esquecemos que MUITOS, CENTENAS, MILHARES DE MILHARES se lançam no abismo do pecado e morrem condenados ao inferno.
Por que não empreendemos esta força de defesa da palavra para salvar e respeitamos o limite da aceitação e compreensão alheia de coisas que vemos de maneira diferente.
Se ser eleito é perder tempo atacando e se inflando contra o outro eu não quero ser eleita.
Se ser Ministro da palavra é me tornar cheia de vaidades e certezas vãs e tomar de Deus sua razão para a humanidade, então não quero ser nada e ninguém dentro do organismo da Igreja.
O que vejo, meu Irmão, são cristãos que deveriam ser cheios de amor e união empreendendo discussões filosóficas (e não meramente teológicas) e deixando que o perdido olhe e diga: Que quero eu com este Deus de dissensão? eles se atacam e dizem que mudaram suas vidas?
No interregno desta discussão blogueira muitos passaram o carnaval no pecado e levando sua salvação para a lata do lixo.
Talvez meu coração seja mais missionário do que exegeta. Isso me faz mais feliz.
Repito: que se travem discussões, e que mesmo não sendo consenso seja possível compreender e amar o outro. Sem entender que ele vai pro inferno porque pensa diferente de mim.
O Evangelho é simples, a mensagem é clara; nós é que somos crianças desobedientes e criamos ilações para não cumprir a contento a tarefa delegada.
Abraços em Cristo.
Cara irmã Cynthia,
Agora sim, concordo plenamente com o seu comentário, colocando-o no patamar de “plenamente propositivo”. Reafirmo o que disse no meu comentário anterior: estou também cansado das discussões que geram contendas, desarmonias, ira. Eu passei grande parte da minha vida entre a busca de Deus, o abandono da Sua Palavra e o temor. Explico: uma vida sem um propósito definido com Deus; uma vida ao mesmo tempo cheia de um conhecimento sobre Deus, e vazia. Um grande paradoxo. Faz pouco tempo que encontrei um Deus completo, grandioso; um Deus que me fez renascer (nada a ver com teologia). Renascer da forma como Cristo disse a Nicodemus.
Vejo essas discussões intermináveis, que normalmente levam a nada, cada um se apegando à sua teologia – e eu me incluo nessas discussões, também venho praticando o mesmo erro! – e fico pensando na antiga criatura que vivia em mim e a nova que hoje ressurgiu com tamanha força. E então penso, eu quero o mesmo para os meus irmãos! É por isso que concordo plenamente com o último comentário da irmã: você está correta, cheia de razão.
É possível que discutamos sobre o conhecimento de Deus, inclusive partindo de pressuposições diferentes – e é saudável – estamos crescendo; mas é preciso fazê-lo com amor, respeitando as diferenças e sem hostilidades. Se não for assim, melhor seria se nos mantivéssemos à margem de tais discussões, falando tão somente sobre o amor de Cristo, pregando os seus ensinamentos (o que é o mais importante).
Em suma, caros Georges e Cynthia, devemos permanecer irmãos, a despeito das nossas nuances teológicas, não é mesmo? Por exemplo, eu os aprecio muito, como irmãos, mesmo nessa diversidade.
Grande abraço, no amor daquEle que nos salvou!
Ricardo
Amigos e Irmãos,
Concordo com a Cynthia, com o Ricardo, com o Georges E com o Esli!
“Mas como?”
Explico:
Posso falar por mim: Nunca fui tão zeloso em defender a Verdade de Deus quanto quando eu, assim como o Ricardo, “encontrei um Deus completo, grandioso; um Deus que me fez renascer. Renascer da forma como Cristo disse a Nicodemus.”
E eu creio que todo aquele que conhece a Deus como Ele é, ou seja, que viveu (e vive) um verdadeiro renascer, um verdadeiro avivamento pessoal, DEFENDE a Verdade de Deus! Como já disseram: “Se você recusa a verdade de Deus, você recusa o Deus da Verdade!” Em TODOS os verdadeiros avivamentos verdadeiros durante à História, sempre acontece um apego total à Bíblia, e um combate ferrenho aos erros e enganos!
O que eu discordo com o Ricardo, foi o seu parenteses: “(nada a ver com teologia)”. Discordo totalmente, amado. Tem tudo a ver com a teologia. Ela é de extrema importancia! A diferença, é COMO se vê a teologia!
Outra vez, no fórum monergismo, eu sintetizei essa ideia nessa frase (sobre o verdadeiro salvo):
“Essa pessoa ENTENDE verdadeiramente o Evangelho, a justificação pela fé, os segredos da Palavra, ela A vive. Não conhece os termos da Teologia para tentar colocar em prática sistematicamente mas, ao contrário, ela VIVE o que a Teologia coloca em termos e sistematiza.”
Ou seja, tem TUDO a ver com teologia. Mas a teologia não é o “canal” que o liga a Deus, antes, a teologia apenas tenta “definir” ou “desenhar” (rs) o que é esse canal, e como o homem se relaciona corretamente com Deus, somente através de Cristo.
Por isso concordo com todos, porque todos tem razão. A diferença mesmo é como lidar com as duas coisas ao mesmo tempo.
Esli tem razão. Devemos combater TODAS as heresias. E quem defende heresias, SÃO hereges, quer queira, quer não. A Bíblia nos ensina isso.
Ao mesmo tempo, Georges, Cynthia e Ricardo também tem razão. O amor, que é o fundamento do Evangelho, tem que estar ACIMA do nosso combate às heresias. Pois não podemos esquecer que, antes de sermos “consertados”, éramos hereges. Assim, a Bíblia nos ensina a ter paciencia com as pessoas que andam no erro.
Efésios 4:2
“Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,”
Gálatas 6:1
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.”
e
2 Timóteo 2:25
“Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade,”
Deus abençoe a todos!
Caro Neto,
Parece que é mesmo difícil nos entendermos quanto ao significado das palavras – e isso, desde a primeira vez que interagimos no 5S, se você estiver bem lembrado.
O que eu quis dizer quanto ao parêntesis “NADA A VER COM TEOLOGIA” é que a minha descoberta não ocorreu pela, ou en função da teologia, mas exclusivamente pela leitura do Evangelho, sem a intervenção de teólogos, sem observar teses calvinistas ou arminianas. Foi a revelação pela revelação. Com isso, eu não estou desmerecendo a teologia como caminho ou instrumento para compreender Deus, muito pelo contrário. Sou um amante da teologia.
Em suma, você não compreendeu absolutamente o meu “parêntesis”, pois fez parecer que eu sou contra a teologia, contra o conhecimento, contra o intelectualismo. Ou seja, que sou simplista. Este o seu erro.
Grande abraço!
Ps: Espero que no futuro eu possa ser melhor compreendido pelo irmão.
Ricardo
Ricardo,
com certeza, eu fiz uma “exegese” errada do seu texto! (rs)
Peço perdão.
Deus abençoe.
Neto,
Perdão concedido (rs). Os equívocos podem acontecer, até nas “melhores famílias cristãs” (rsrs).
Grande abraço e que Deus o abençoe.
Ricardo
Será que este testo Bíblico esta querendo disser que todo as criaturas debaixo da terra já ouviu a palavra de Deus. “ouviste e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu” Colossenses 1.23 parte B. Pelo que um amigo meu entende que já não à necessidade de se pregar o evangelho, eu particularmente acho que à necessidade. Eu queria que você me analise melhor este texto acima. Eu ficarei muito grato e vc me ajudara muito mesmo.
Meu irmão, lhe prometo um retorno até o final dessa semana. Por pura falta de tempo não o faço agora, mas até sábado lhe prometo uma exegese melhor do tema.
Georges, deixe-me ajudá-lo (estou com um tempinho aqui, rrsss).
Caro irmão Francisco, estou pegando o bonde andando…
Mas, posso lhe garantir que este texto de Colossenses não está nos dando um ordem para parar de pregar. Se estivesse seria o único texto para tal ordem, e a regra correta de se interpretar a Bíblia é nãop usar textos isolado para se fazer doutrina ou regra de comportamento. Assim sendo, o que temos na Bíblia é a ordem para pregarmos a Palavra até o fim, até o último dia, quer seja o nosso último dia neste mundo ou o último dia deste mundo. A fé vem pelo ouvir da palavra de Deus. Não temos qualquer autorização para deixar de pregar a Palavra de Deus.
Pr.Olivar